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Theatro Municipal de São Paulo apresenta “A Voz Humana” a partir de 22 de outubro

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Em mais um evento para celebrar o mês da ópera, o Theatro Municipal de São Paulo estreia no dia 22 de outubro, às 19h, “A Voz Humana”, ópera curta de Francis Poulenc. Baseada na peça homônima do francês Jean Cocteau, o espetáculo terá regência de Alessandro Sangiorgi e direção cênica de André Heller-Lopes. As apresentações seguem nos dias 23, às 17h, e 25, às 20h, dia exato em que é comemorado o Dia Mundial da Ópera. Os ingressos variam de R$ 10 a R$150 e estão à venda pela internet.

A peça de um ato narra a história de uma única personagem, em um quarto com um telefone. A mulher, anônima e referida como “Elle” (“ela” em francês), foi abandonada pelo amante e compartilha de seus sentimentos por meio de uma ligação em sua última conversa com seu affair. A cantora Rosana Lamosa interpreta a mulher enclausurada em suas próprias angústias e dores, no papel que é considerado por muitos um dos maiores “tour de force” do canto lírico feminino, já que estamos falando de uma ópera em que a artista divide o palco apenas com a orquestra, sem contar com o apoio de nenhum outro solista ou de um grupo coral.

Além da obra de Poulenc, o espetáculo traz também no repertório a “Ópera Aberta para Cantora e Halterofilista”, de Gilberto Mendes – uma peça curiosa que une duas figuras distintas, num ambiente surpreendente – fora do palco – numa disputa por atenções e olhares. O programa é centrado na figura de uma cantora-atriz dirigida ao espaço cênico para dar vida e caráter à dupla face da máscara teatral: a tragédia e a comédia, personificadas em um melodrama realista (“A Voz Humana”, de Poulenc/Cocteau) e uma sátira surrealista (“Ópera Aberta”, de Gilberto Mendes). As duas peças põem à prova o instinto, a técnica, a flexibilidade psíquica e a fisicalidade da intérprete no papel ora de uma mulher destruída pelo outro, ora de uma mulher inflada em seu próprio ego.

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Foto: Stig Lavor.

Ficha Técnica

Regência: Alessandro Sangiorgi. Concepção e direção cênica: André Heller-Lopes. Soprano: Rosana Lamosa. Halterofilista: Dilson Espindola. Cenografia: Renato Theobaldo. Iluminação cênica: Lúcia Chedieck. Assistentes de direção cênica: Stefanie Riedel e Luiz Lang. Figurino de Marcelo Marques: peça de acervo do Theatro Municipal de São Paulo, criado para “O Crepúsculo dos Deuses” (2012).

Serviço

Local: Theatro Municipal de São Paulo: Praça Ramos de Azevedo, s/nº, Sé – São Paulo.

Datas: 22 a 25/10. Sexta, 19h. Sábado, 17h. Segunda, 20h

Classificação: Livre.

Ingressos: R$10,00 a R$150,00.

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