[Teatro] Solo “Medea Mina Jeje”, que entrelaça o clássico Medeia e a escravidão no Brasil, se apresenta no Teatro Flávio Império

[Teatro] Solo “Medea Mina Jeje”, que entrelaça o clássico Medeia e a escravidão no Brasil, se apresenta no Teatro Flávio Império

O espetáculo “Medea Mina Jeje” será levado ao palco do Teatro Flávio Império para três apresentações no final de semana de 22 a 24 de março. A montagem é dirigida por Juliana Monteiro e conta com dramaturgia de Rudinei Borges dos Santos e atuação de Kenan Bernades.  A peça é um poema cênico no qual Medea, uma mulher negra escravizada na Vila Rica de Nossa Senhora de Pilar de de Ouro Preto, nas Minas Gerais do século XVIII, narra o sacrifício de seu filho Age, é uma releitura do clássico Medeia de Eurípedes.

A dramaturgia de Rudinei Borges dos Santos é constituída a partir da fricção entre a narrativa polissêmica da Medea negra da Mina Jeje e a leitura da clássica tragédia datada de 431 a.C. Na peça de Eurípedes, a protagonista mata os próprios filhos para se vingar do abandono de Jasão, por quem havia renunciado à própria família e à terra natal. Em oposição à heroína trágica, em Medea Mina Jeje, a escravizada Medea vê na morte do filho a única libertação possível do sofrimento causado pelo trabalho escravo nas minas de ouro que moveram a economia brasileira colonial durante séculos.

Além da apresentação do espetáculo, o grupo realizará uma ação formativa intitulada Diálogos Trágicos – Memórias Ancestrais e Identidades Afrodiaspóricas: Diálogos Atemporais. Em algumas das sessões, a educadora e pesquisadora do Centro de Estudos Culturais Africanos e da Diáspora da PUC São Paulo Liliane Braga, mediará conversa com o público em torno a reflexões provocadas pelo espetáculo.

Serviço:

Local: Teatro Flávio Império. Avenida Renata, 163 – Chácara Belenzinho – São Paulo.

Data: 22 a 24/3. Sexta e sábado, 20h. Domingo, 19h.

Classificação: 12 anos.

Ingressos: Grátis.

Informações: (11) 2621-2719.

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