[Teatro] MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo realiza sua sétima edição de 5 a 15 de março

[Teatro] MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo realiza sua sétima edição de 5 a 15 de março

A MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo realiza sua sétima edição de 5 a 15 de março. Serão doze montagens internacionais com artistas de países como Alemanha, Chile, França, Portugal, Reino Unido, Suíça, entre outros, uma Instalação vídeo-musical e doze nacionais, além de uma ampla grade de oficinas, debates, conversas, lançamentos de livros ao longo dos dez dias de atividades.

A abertura, dia 5 de março, será no Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer, com o espetáculo Multidão (Crowd), dirigido pela coreógrafa franco-austríaca Gisèle Vienne. Em seu sétimo ano consecutivo, Antonio Araújo (Teatro da Vertigem) e Guilherme Marques (Ecum – Encontro Mundial das Artes Cênicas), idealizadores da MITsp – diretor artístico e diretor geral de produção, respectivamente – mantêm a ideia original de reunir em um festival espetáculos que buscam a experimentação e a investigação da linguagem cênica. Os eixos Mostra de Espetáculos, Ações Pedagógicas, Olhares Críticos e MITbr – Plataforma Brasil seguem privilegiando novos olhares para a cena e diálogos a partir das questões que movimentam o campo artístico.

Esta edição, entre os artistas internacionais, o diretor e dramaturgo português Tiago Rodrigues é o Artista em Foco, que apresenta na MITsp os espetáculos Sopro e By Heart. O performer, coreógrafo e pesquisador João Fiadeiro é o Pedagogo em Foco, além de trazer o espetáculo O que Fazer Daqui para Trás, fará um Intercâmbio Artístico, atividade dentro do eixo de Ações Pedagógicas.

Outros destaques da Mostra são Contos Imorais – Parte 1: Casa Mãe, criado e interpretado por Phia Ménard, Tenha Cuidado, da indiana Mallika Taneja, Sábado Descontraído, da artista de Ruanda radicada na França Dorothée Munyaneza, O Pedido, produção do Reino Unido, parceria do diretor Mark Maughan e do dramaturgo Tim Cowbury, Burgerz, produção inglesa de Travis Alabanza, a partir de um episódio pessoal, a produção alemã Farm Fatale, dirigida pelo francês Philippe Quesne; Tu Amarás, da chilena Compañía Bonobo, Multidão (Crowd), de Gisèle Vienne, Jerk (Babaca), fruto de sua parceria com o escritor americano Dennis Cooper, e interpretado pelo francês Jonathan Capdevielle e ORLANDO, uma instalação vídeo-musical dirigido pela suíça Julie Beauvais, que combina imagens projetadas e música ao vivo dentro de um cenário imersivo, pelo qual o público pode circular.

Esta edição da MITsp conta com um Foco França, que reúne espetáculos e ações formativas de artistas desse país. É o caso das peças Contos Imorais – Parte 1: Casa Mãe, de Phia Ménard, Jerk (Babaca) e Multidão (Crowd), de Gisèle Vienne, além de Farm Fatale, dirigida por Philippe Quesne, coprodução da alemã Münchner Kammerspiel e da francesa Nanterre-Amandiers, e de Sábado Descontraído, da ruandesa Dorothée Munyaneza, radicada na França. O pesquisador francês Olivier Neveux também participa do eixo Olhares Críticos com a master-class Contra o Teatro Político.

Em seu terceiro ano, a MITbr – Plataforma Brasil se consolida como um importante programa de internacionalização das artes cênicas brasileiras. Com curadoria de Alejandro Ahmed, Francis Wilker e Grace Passô, os doze espetáculos selecionados são convidados a se apresentar para programadores de festivais nacionais e internacionais – um passo importante para a expansão do reconhecimento das artes cênicas brasileira no cenário internacional, fomentando sua circulação e visibilidade.

A MITbr – Plataforma Brasil traz a artista da dança e do teatro Andreia Pires, da Inquieta Cia, de Fortaleza, é a Artista em Foco da MITbr e apresenta Pra Frente o Pior e Fortaleza 2040. Ela ainda participa de atividades nas Ações Pedagógicas e Olhares Críticos. A artista e pesquisadora Janaina Leite é a Pesquisadora em Foco e mostra seu recente trabalho Stabat Mater, cuja abertura de processo foi apresentada na edição da MITsp 2019. Seu trabalho será parte de debate e conversa na programação do eixo Olhares Críticos.

Ainda compõem a programação os espetáculos Cancioneiro Terminal, do grupo MEXA, Entrelinhas, do Coletivo Ponto Art; violento., de Alexandre de Sé; Gota D’Água {PRETA}, do grupo Gira pro Sol, O Ânus Solar, de Maikon K; Meia Noite, de Orun Santana; Recolon, do Coletivo Mona; tReta, da Original Bomber Crew, ZOO, do grupo Macaquinhos, Por Onde Andam os Porcos, de Kildery Iara.

Como parte da programação em todos os anos, as Ações Pedagógicas e os Olhares Críticos compõem, com igual relevância, o panorama de intercâmbio e aproximação entre o público e artistas de várias nacionalidades, pesquisadores, produtores e críticos. Suas ações procuram levar reflexões e práticas sobre o fazer teatral que vão além dos espaços cênicos.

As Ações Pedagógicas, com curadoria de Maria Fernando Vomero, propõem nesta edição a discussão de novas pedagogias, novos modos de produzir e transmitir conhecimento e outras possibilidades de permitir a emergência de autonomias – isso envolve também a recriação de espaços, com novas interações, novos jeitos de habitar, conviver, circular. Entre as ações já confirmadas, as residências artísticas com o grupo inglês Quarantine e com o diretor e dramaturgo argentino Lisandro Rodriguez, os intercâmbios artísticos com o coreógrafo e pesquisador João Fiadeiro e com a performer guatemalteca Regina Galindo.

Com curadoria de Luciana Romagnolli e Daniele Ávila Small, o eixo Olhares Críticos, a partir de uma série de ações, lança questões para o público sobre os temas que atravessam as artes cênicas – em particular os espetáculos apresentados na programação da Mostra – e a contemporaneidade sob uma perspectiva provocadora e crítica. Entre as atividades já confirmadas estão as Reflexões Estético-Políticas com mesas de conversas sobre o tema “A cultura como direito constitucional e bem comum”, além dos diálogos transversais, entrevistas com Artistas em Foco, publicação de artigos e de críticas diárias.

O Seminário Perspectivas Anticoloniais, com curadoria de Christine Greiner, Andreia Duarte e José Fernando Peixoto de Azevedo, é uma das atividades que faz parte dos Eventos Especiais. O seminário se divide em duas partes: Exercício de Leitura – para lidar com as questões epistemológicas na relação anticolonial -; e os Encontros, que convidam pesquisadores, artistas e ativistas a partir da pergunta: “O que ainda podemos imaginar juntos?”.

Serviço

Informações e programação completa em mitsp.org.

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