A peça “Vagaluz”  faz temporada até 1 de março no Espaço Cênico do Sesc Pompeia. Na montagem, um casal de atores relembra fragmentos de vida que ora parecem ter sido vividos, ora ouvidos de quem viveu ou até mesmo uma memória inventada. Essas memórias ganham a cena, assemelhando-se aos nossos atos de pensar e sentir, que surgem de forma aleatória, muitas vezes por meio de conexões não-lineares de espaço-tempo, como reverberações do que acontece dentro e fora de nós. No elenco, Edgar Campos e Lídia Engelberg, sob direção de Antônio Januzelli (Janô).

“São pequenos pedaços de memórias que, talvez… nem fossem narradas, mas… que, por algum motivo, estavam guardadas. Essa lembrança comum faz as pessoas (que assistem) invocarem e passearem por suas próprias recordações”, conta Lídia. Assim, o espectador complementa a dramaturgia criada em parceria pelos atores e o diretor. “A história contada… ou… as histórias contadas só fazem sentido com as histórias de quem assiste” emenda Edgar.

O diretor Janô, em mais um delicado e minucioso trabalho de direção, privilegia a atuação: um ator e uma atriz no jogo da cena, em busca de uma memória original. É o homem-ator/mulher-atriz desfazendo-se daquilo que não é necessário, para chegar à sua essência cênica – a memória original de si. 

Foto: Giorgio D’Onofrio

Ficha Técnica

Direção: Antônio Januzelli.

Concepção: Antônio Januzelli, Edgar Campos e Lídia Engelberg.

Elenco: Edgar Campos e Lídia Engelberg.

Serviço

Local: Espaço Cênico do Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93 – Água Branca – São Paulo.

Temporada: Até 1 de março. Quinta a sábado, 21h30. Domingos, 18h30.

Ingressos: R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia-entrada) e R$ 9,00 (credencial plena Sesc).

Classificação: 14 anos.

 

 

 

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