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Peça-filme “Aquilo de que não se pode falar” faz temporada on-line a partir de 8 de dezembro

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Baseado no livro “Vaca de Nariz Sutil” – que completou 60 anos em 2020 -, escrito por Campos Carvalho, “Aquilo De Que Não Se Pode Falar” parte da premissa de fazer coexistir, em um mesmo processo de criação, duas línguas e culturas que pouco conversam entre si: LIBRAS e o Português.  A dramaturgia textual e a cena irão, consequentemente, lidar com duas formas / forças de linguagem. Dessa forma, a encenação projeta uma comunhão peculiar entre tais línguas e acolhe também possíveis colisões entre elas. Com temporada de 08 a 15 de dezembro, sempre às 19h, gratuitamente, com ingressos retirados através do Sympla.

A peça-filme é interpretado por um ator surdo, cuja língua materna é LIBRAS e um ator ouvinte, que tem o português como matriz.  Ao gerar duas linhas narrativas que se desdobram mutuamente, a dramaturgia se desenvolve sem hierarquia linguística e abre diversas leituras. O trabalho é um retrato contundente da devastação subjetiva operada pela guerra, além de um convite à reflexão sobre os perigos presentes no discurso e no militarismo em âmbito local e global.

As línguas de sinais foram internacionalmente banidas dos ambientes educativos por mais de 100 anos a partir de resoluções de uma conferência de educadores de pessoas surdas (formada em sua maioria por ouvintes) realizada em Milão em 1880 e os ecos dessa resolução são sentidos até hoje, se manifestando em um quase desconhecimento das línguas de sinais por parte da população ouvinte.

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Um soldado do Exército Brasileiro é afastado do campo de batalha em decorrência de um quadro clínico de esquizofrenia. Ao chegar na cidade ele aluga uma vaga num quarto de pensão, um quarto para dois desconhecidos. Na cama ao lado está Aristídes, um homem surdo. Na falta de diálogo, ambos se tornam um enigma diante do outro, fazendo com que especulem sobre seus pensamentos e os motivos de serem como são. 

Foto: Andrea Capela.

Ficha Técnica

Idealização: Filipe Codeço e Vinicius Arneiro. Direção: Vinicius Arneiro. Dramaturgia: Diogo Liberano. Elenco: Filipe Codeço, Marcelo William da Silva e Jhonatas Narciso. Tradutores e Intérpretes de LIBRAS e Português: Jhonatas Narciso e Lorraine Mayer. Direção de Fotografia: Andrea Capella. Edição: Lucas Domires.

Serviço

Transmissão On-line.

Estreia: 8/12. Quarta, 19h.

Temporada: Até 15/12. Disponível durantes 24h por dia.

Ingressos: Grátis.

Retirada de ingressos: www.sympla.com.br

No último dia, excepcionalmente, às 19h haverá uma breve conversa online, aberta ao público com a presença do elenco e equipe. Acessível em LIBRAS.

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