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Museu itinerante Mihna apresenta instalação sonora no Centro Cultural Oi Futuro a partir de 3 de novembro

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Para a 11ª edição do Festival Novas Frequências, o Mihna, museu itinerante feito de som, irá apresentar uma instalação sonora no Centro Cultural Oi Futuro, a partir de 3 de novembro, no que vem a ser o segundo desdobramento desta edição, que contará ainda com atividades performativas presenciais presenciais, de 29 de novembro a 5 de dezembro e uma galeria de arte visual a partir de 1 de dezembro .

A instalação sonora é uma coleção de sons e histórias que abrem a escuta como portal de entrada para paisagens, ecologia e cultura da floresta amazônica. De pequenos contos sobre pássaros à expedições poéticas na floresta de Igapó, essas narrativas assumem diferentes formatos, uns mais contemplativos e outros mais informativos. Uma série de personagens e cenários dão voz a histórias de evolução, produção de alimentos, resiliência e violência, geologia, uso da terra e possíveis futuros.

A Amazônia é um complexo de ecossistemas que abriga um arquivo vivo de memórias e imaginários. Considerando as urgências socioambientais atuais e o papel da Amazônia nessa equação, os artistas e pesquisadores Bruno Garibaldi, Gabriel Verçoza e Luisa Puterman propõem um museu sem portas e paredes que busca refletir sobre as relações que os humanos têm com os ambientes em que vivem.

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Na galeria 3 do Oi Futuro, localizada no 5º nível do Centro Cultural, as “salas do Museu”, simplesmente evidenciadas por adesivos no piso, apresentam através de fones de ouvido, a “Coleção de Insetos” com pequenas histórias e ultrassons de espécies que nunca foram ouvidas: abelhas, borboletas e formigas têm suas vozes amplificadas para fornecer uma perspectiva peculiar da Amazônia.

Na sala da  “Noite” nos perguntamos: o que acontece na selva quando anoitece? Que canções e mitos sussurram na escuridão misteriosa? Bioacústica noturna, comunicação animal e cultura local se unem para contar histórias da vida selvagem notívaga na floresta tropical. Na sala “Soja”, ouvimos sons sobre relações entre produção de alimentos, floresta e clima – uma narrativa polifônica perturbadora que nos convida a co-imaginarmos nosso impacto como espécie. A configuração complexa da Amazônia revela algumas camadas sobre extinção, evolução e resiliência. Árvores antigas e altas, inexplicáveis redes de fungos e pássaros encantadores criam uma grande sala botânica aural. Enquanto isso, o “Rio Negro” figura como protagonista líquido na maior rede de água do mundo. Aqui, são contadas histórias sobre o ciclo da água e sua função a partir de uma perspectiva local, global e mitológica. E da “Torre” é avistada uma nova perspectiva: de cima se conta a importância desse ecossistema para o equilíbrio climático no planeta. 

Serviço

Local: Centro Cultural Oi Futuro.- R. Dois de Dezembro, 63 – Flamengo, Rio de Janeiro.

Data: A partir de 3/11.

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