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MAM Rio reabre ao público a partir de 6 de maio com três exposições

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O MAM Rio será reaberto ao público no dia 6 de maio, quinta-feira, com a maior exposição de esculturas do acervo já montada pela instituição. “Estado Bruto” transforma a totalidade do Salão Monumental e algumas áreas do terceiro andar numa espécie de jardim de esculturas.

Reunindo 125 obras tridimensionais do acervo, entre elas 24 peças não exibidas há mais de 20 anos, a mostra explora as possibilidades deste encontro. O conjunto selecionado – de 106 artistas de diferentes épocas, geografias e linguagens – revela a abrangência e a diversidade das coleções do museu.

Com curadoria de Beatriz Lemos, Keyna Eleison e Pablo Lafuente, a exposição “Estado Bruto” assume a configuração de uma multitude e suscita reflexões sobre os processos de colecionismo, conservação e compartilhamento de arte por parte de instituições com seus acervos.

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Diferentes poéticas de artistas como Amilcar de Castro, Alberto Giacometti, Auguste Rodin, Angelo Venosa, Celeida Tostes, César, Cildo Meireles, Constantin Brancusi, Franz Weissman, Lina Kim, Lydia Okumura, Lygia Clark, Márcia X, Maria Martins, Mestre Didi, Nelson Leirner, Nuno Ramos e Tunga se agrupam de modo a criar paralelos entre o espaço expositivo e a reserva técnica. Com a visão do conjunto, será possível apreciar o volume gerado pelos processos de acúmulo patrimonial, favorecendo a reflexão sobre os efeitos que esses processos têm na escrita ou no esquecimento de histórias sobre arte e cultura.

Em celebração ao centenário de nascimento da artista, educadora e crítica de arte Fayga Ostrower (1920-2001), uma das pioneiras da gravura abstrata no Brasil, o Museu abrirá a mostra panorâmica “Fayga Ostrower: formações do avesso”. Com cerca de 60 trabalhos – entre gravuras, aquarelas, desenhos, tecidos e joias – a exposição explora a pluralidade da produção da artista e aborda sua prática em educação, desenvolvida no período em que lecionou no Bloco Escola do museu carioca.

Recentemente, o Instituto Fayga Ostrower doou ao MAM Rio cerca de 70 obras, entre gravuras, aquarelas e desenhos. A mostra parte destes trabalhos somados à peças selecionadas do acervo do museu e da Coleção Gilberto Chateaubriand, em comodato de longa duração. Joias e tecidos pertencentes ao acervo do Instituto também integram a individual e revelam um vocabulário artístico muito particular. O conjunto compõe um importante panorama da produção realizada em diferentes períodos da trajetória de Ostrower, e possibilita um estudo apurado sobre o abstracionismo informal na arte brasileira e o uso das cores na técnica da gravura.

Em cartaz até 6 de junho deste ano, a mostra ocupa o terceiro piso do museu, que revela a arquitetura externa do edifício modernista de frente para a Baía de Guanabara.

A exposição “Marcos Chaves: as imagens que nos contam” reúne cerca de 70 obras do artista carioca, das últimas quatro décadas. Ocupando grande parte das galerias do Bloco Expositivo, a mostra oferece um panorama da obra de Chaves e revela as diversas facetas de sua prática, desde a fotografia e o vídeo a grandes instalações e objetos modificados. A individual reúne criações provenientes de acervos privados e da coleção do artista.

A grande galeria do segundo andar do museu está estruturada por duas paredes lineares, de aproximadamente 30 metros cada, que atravessam o ambiente longitudinalmente, servindo de plataforma para objetos, esculturas, fotografias e vídeos. O espaço expositivo com vidraças descobertas permite conectar diretamente as obras de Chaves à cidade do Rio, tema recorrente em seu trabalho. A montagem – que resgata os painéis originalmente projetados para o MAM pelo designer alemão Karl Heinz Bergmiller – libera a visão do público e conduz os movimentos, agrupando trabalhos e criando narrativas não cronológicas. 

A exposição inclui quatro grandes instalações, entre elas a “Comfundo” (1990), que ergue colunas construídas a partir de sacolas de supermercado. Exibido uma única vez no Rio, o trabalho revela a preocupação ecológica do artista, há mais de 30 anos. Outro destaque é a obra minimalista sem título criada nos anos 1990 especialmente para o MAM Rio: em metal, fibra de vidro e fio de nylon, a instalação dispõe postes organizadores de fila, como um circuito ou labirinto. A série “Pontos de Fuga” (2008), uma sobreposição de fotografias em 3D, e vários trabalhos em vídeo são parte da panorâmica. Outros trabalhos mais conhecidos do público, como o vídeo “Eu só vendo a vista” e a série “Buracos”, também integram a seleção.

A exposição fica em cartaz até 13 de junho de 2021, com visitação de quinta a domingo e feriados, e agendamento on-line através do site do MAM Rio.

Foto: Fábio Souza.

Serviço

Local: MAM Rio. Av. Infante Dom Henrique, 85. Aterro do Flamengo – Rio de Janeiro

“Estado Bruto”. Data: 6/5 a 11/7.

“Fayga Ostrower: formações do avesso”. Data: Até 6/6.

“Marcos Chaves: as imagens que nos contam”. Data: Até 13/6.

Visitação: Quinta e sexta, 13h às 18h. Sábado e domingo, 10h às 18h.

Ingressos: R$ 20,00 (adultos). R$10,00 (crianças, idosos e estudantes). Contribuição sugerida.

Link para ingressos: www.mam.rio/ingressos

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