O Portal da Arte Brasileira

Instituto Tomie Ohtake apresenta mostra de Luiz Braga até 12 de dezembro

0 19

O Instituto Tomie Ohtake apresenta a exposição “Luiz Braga: Máscara, espelho e escudo” até 12 de dezembro. Com curadoria de Paulo Miyada e Priscyla Gomes, a mostra reúne pela primeira vez um conjunto de retratos em cores feitos por Luiz Braga nas últimas quatro décadas. 

Nascido em Belém do Pará, Braga seguiu vivendo e trabalhando onde cresceu. Suas incursões vão da cercania de seus trajetos cotidianos, adentrando casarios ribeirinhos pouco visitados pela classe média paraense, até a ilha de Marajó, que fica a 90 km da capital. Como os curadores apontam, foi nesta periferia belenense que Braga cria uma forma própria de colorir, distinta do restante de cidade, e dessa percepção também se sobressaíram as nuances de uma sabedoria e estética popular muitas vezes negligenciadas. Essa percepção foi motora de sua escolha, na década de 1980, por fotografar em cores utilizando filmes Kodachrome, o que implicava mandar os negativos para o exterior e aguardar 3 meses até conhecer o resultado de cada clique.

Segundo Miyada e Gomes, a identidade que tornou Luiz Braga amplamente reconhecido dentro e fora do Brasil foi a de cronista das cores e dos signos cotidianos do Pará, com sua singular imbricação da inventividade popular com a densidade atmosférica amazônica. Além disso, é possível ver outros desdobramentos.

Post Patrocinado

Em primeiro lugar, prosseguem os curadores, nota-se como a adoção da cor fez com que seus retratos mantivessem um diálogo constante com a história da pintura. Isso se anuncia pela relação cromática entre personagens e ambientes e se aprofunda com a tensão constante entre o que entra e não entra em foco, o que ocupa o centro e as bordas dos enquadramentos e, especialmente, entre as linhas de força que ligam o olhar dos retratados e o ponto de vista do fotógrafo.

Em segundo lugar, a dupla destaca que é possível perceber como a constância no envolvimento de Luiz Braga com certos territórios fez com que ele alcançasse cumplicidade com as retratadas e retratados, de quem costuma escutar muitas histórias e com quem constantemente volta a se encontrar outras tantas vezes ao longo dos anos.

Serviço

Local: Instituto Tomie Ohtake – Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros, São Paulo.

Visitação: Até 12/12. Terça a domingo, 12h  às 17h.

Ingressos: Grátis.

Site: www.institutotomieohtake.org.br.

você pode gostar também
Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

X