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Gilberto Salvador inaugura “Memórias Resistentes” na Galeria Frente, em São Paulo

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As grandes transformações que a década de 1960 provocou no cenário artístico brasileiro, podem ser percebidas na mostra “Memórias Resistentes” de Gilberto Salvador, na Galeria Frente, a partir de 16 de outubro. Uma seleção criteriosa sob a curadoria de Fabio Magalhães com trabalhos emblemáticos do artista que reúne diferentes técnicas como colagens e uma escultura, assim como boa parte de trabalhos criados em tinta acrílica sobre madeira que ganham formas e contornos, típico de suas criações.

Gilberto Salvador bebeu na fonte criativa que jorrou abundante naquela década, advinda de uma recém-lançada Bossa Nova e de uma série de outras novidades que marcariam época como a peça teatral “Eles não usam Black-Tie”, do amigo Gianfrancesco Guarnieri, no Teatro Arena e a gravação de João Gilberto da canção “Chega de Saudades” de Antônio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes. Já nos anos 1960, a ebulição sócio-cultural, impulsionada pela invenção da pílula anticoncepcional – que deu protagonismo à mulher no cenário nacional e fortaleceu os movimentos feministas – além da chegada da minissaia lançada pela estilista britânica Mary Quant em paralelo ao famigerado slogan “sexo, drogas e rock and roll”, que fez a cabeça de toda uma juventude mundo afora e também por aqui, forneceu insumos para a potência estética que são as obras criadas nesse período pelo artista.

O artista é pintor, desenhista, gravador, arquiteto, professor. Formado em arquitetura em 1969 pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAU/USP, onde mais tarde atua como professor. Paralelamente aos estudos universitários, dedica-se à pintura e ao desenho. Expõe individualmente, pela primeira vez em 1965, na Galeria de Arte do Teatro de Arena em São Paulo. É premiado com a medalha de ouro no Salão de Arte Contemporânea, Campinas, em 1967, e, nas edições de 1969 e 1970, com o prêmio aquisição. Participa de várias edições da Bienal Internacional de São Paulo, e entre suas principais mostras individuais destacam-se duas exposições no Masp, em 1985 e 1995. Em 1999, a escultura Vôo de Xangô é instalada na Estação Jardim São Paulo da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô. Sua obra se caracteriza pela oposição entre gestual e o traço rígido, entre as formas orgânicas e inorgânicas, entre o movimento e o estático. Nelas, as formas vivas, homens, flores e animais dialogam com figuras geométricas. O crítico de arte Jacob Klintowitz publica dois livros sobre o trabalho do artista, História Natural do Homem Segundo Gilberto Salvador, de 1985, e Gilberto Salvador O Reino Interior, de 2001.

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Serviço

Local: Galeria Frente – Rua Melo Alves, 400 – Cerqueira Cesar – São Paulo.

Abertura: 16/10. Sábado, 11h.

Visitação: 18/10 a 16/11. Segunda a sexta, 10h às 18h. Sábados, 10h às 14h.

Classificação: Livre.

Ingressos: Grátis.

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