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Galeria São Paulo Flutuante inaugura mostra “Acervo Flutuante” com peças históricas

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As obras reunidas em Acervo Flutuante foram mantidas até hoje por Regina Boni, colecionadora e uma das pioneiras galeristas brasileiras. Trata-se de uma exposição histórica que traz uma parte significativa da produção de artes plásticas principalmente das décadas de 80/90, quando o circuito e o mercado eram distintos do cenário atual. São 39 trabalhos, a maioria produzida de 1960 ao final de 1990, de artistas que passaram pela sua então Galeria São Paulo. A mostra acontece de 14 de maio a 9 de julho, na Galeria São Paulo Flutuante.

Um dos eventos marcantes do antigo espaço localizado na Rua Estados Unidos, em São Paulo, foi a primeira individual no Brasil com a múltipla produção de Helio Oiticica (Rio de Janeiro, RJ, 1937 – Rio de Janeiro, RJ, 1980), O que faço é música*, em 1986. Para aquela mostra, Regina providenciou o restauro de peças do espólio do artista que estava sob a guarda de Lygia Clark, Lygia Pape, Wally Salomão e Luciano Figueiredo.

O Parangolé nº1, de Helio Oiticica, um dos dois exemplares presentes na mostra que será inaugura na sede da Flutuante na Barra Funda, é fruto daquela exposição na Galeria São Paulo, quando as peças provocaram um happening na cidade. Integrantes da Escola de Samba da Mangueira vestidos de Parangolés saíram da galeria em cortejo por São Paulo, ao ar livre, a exemplo do que fizeram na famosa coletiva Opinião 65, no MAM do Rio. Na ocasião, impedidos de entrar no museu carioca, os sambistas atraíram o público do lado de fora.

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Como figurinista da Tropicália, Regina era ativa na cena cultural, e vem do movimento da década de 60 a sua amizade com Oiticica. A matriz de Seja Marginal / Seja Herói (1968), bandeira que estará na atual exposição, por muito tempo esteve sob seus cuidados.  Enquanto o artista morava em Nova York, a galerista imprimia e vendia aqui no Brasil edições para enviar a renda ao amigo.   

De Luiz Paulo Baravelli a exposição “Acervo Flutuante”, organizada por Regina e Manu Maltez, artista e seu sócio na galeria, traz oito obras da década de 80 – telas, desenhos e colagens – entre as quais está a pintura em grande formato (117 x 265 cm) O grande bang e o pequeno bang, de 1985, em que traz a marca de sua produção: construir espaços novos que contam histórias diferentes. Uma das duas telas de José Aguilar é um díptico, Imagem, de grande dimensão (114 x 292cm), de 1967, no qual, como destaca Frederico Morais, o artista constrói imagens que produzem o ruído infernal da urbe.

Fazem ainda parte da mostra desenhos de Evandro Carlos Jardim, Wesley Duke Lee e Carlos Fajardo; telas de Amelia Toledo, Anna Bella Geiger, Artur Barrio, Boi, Dudi Maia Rosa, Gregório Gruber, Ivaldo Granato, Marco Giannotti e Marcos Coelho Benjamim; esculturas de Mestre Didi, Hilton Berredo e cerâmicas de Yuasa Megumi; xilogravura de Lívio Abramo; aquarela de Marcelo Nitsche; e gravura de Maciej Antoni Babinski.

Serviço

Local: Galeria São Paulo Flutuante – Rua Brigadeiro Galvão 130 – Barra Funda – São Paulo.

Visitação: 14/5 a 9/7. Terça a sábado, 11h às 19h.

Ingressos: Grátis.

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