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Festival Panteras Negras Convida traz musicistas negras e LGBTQI+ em lives e bate-papo

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Primeira banda instrumental negra LGBTQI+ do mundo, Panteras Negras promove online a 2ª edição do Festival Panteras Negras Convida e traz a dupla perfo-política-musical As Mambas e as musicistas Daniela Nátali, Gabriela Wara Rêgo e Karen Silva, nos dias 13 e 14 de março. Os shows serão transmitidos pelo Youtube através do Canal EstaçãoZinha e tem como meta tornar visível a presença das mulheres negras e pessoas trans LGBTQI+ na música como instrumentistas, compositoras e produtoras.

Anfitriã do festival, com origem nas periferias de Salvador, a banda reúne os bairros Cajazeiras, Piripiri, Pirajá e Engenho Velho de Brotas na essência e no trabalho de Ziati Franco (baixo), Dedê Fatuma (percussão), Line Santana (bateria) e Suyá Synergy (guitarra). O grupo que se compreende como autodidata busca amplificar a pluralidade rítmica, melódica e poética de mulheres negras e LGBTQI+ a partir da cidade de origem.

O festival inicia com bate-papo musical com a dupla As Mambas, que se apresentará dia 13 de março, às 21h, e  promete um show com política e educação através das canções da dupla Sued Hosaná e Felipe Salutari. Com composições que cruzam gênero, raça, sexualidade, ancestralidade e musicalidade negra em suas linhas, a dupla é a primeira formada por uma travesti e uma gay.

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No dia seguinte, 14 de março, às 21h, Panteras Negras recebe para um bate-papo musical e uma live show Daniela Nátali (clarinetista), Gabriela Wara Rêgo (oboísta) e Karen Silva (violinista), musicistas que já passaram pelo Neojiba e revelam a potência da música instrumental negra baiana no encontro entre o erudito e o popular.

A 2ª edição do festival também convoca a banda Panteras Negras a realizarem quatro oficinas sobre produção musical, estratégias de interatividade nas redes sociais e percussão baiana e percussão baiana em formato vídeo aula, nos dois dias de programação para jovens negros. Com média de 10 minutos as aulas pretendem oportunizar aos corpos pretes, periféricos e dissidentes entrada à educação musical, rompendo com as estruturas do racismo, machismo e lgbtfobias que limitam a qualificação e acesso destes sujeitos à economia da cultura.

O festival conta com libras em toda a sua programação para ampliar o acesso à comunidade surda e pretende ser um marco para a história contemporânea das mulheres e juventudes negras e LGBTQI+ de Salvador.

Foto: Marina Baggio.

Serviço

Datas: 13 e 14/3/21. Sábado e domingo.

YouTube: Canal EstaçãoZinha.

Instagram: @bandapanterasnegras.

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