Um quadro pode conter muito mais assuntos do que sugere à primeira vista. A partir desta ideia, a artista plástica gaúcha Marilice Corona inaugura a mostra “Entre o acervo e o estúdio” no dia 31 de agosto no Museu Nacional de Belas Artes/Ibram. São 32 obras que integram a exposição, marcadas pelo estudo dos gêneros, o caráter autorreferencial da maior parte das imagens, a qualidade pictórica que apresentam, a potência da imagem para gerar novas relações e também por aspectos afetivos, pessoais.

A artista criou instalações que reúnem pinturas de sua autoria, dialogando com obras do acervo do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli e do Museu Nacional de Belas Artes. Algumas pinturas tornaram-se especialmente significativas para estar presente nessa mostra: um dos pioneiros da restauração no país,  Edson Motta, por exemplo, foi professor de teoria, técnica e conservação da pintura na UFRJ entre os anos de 1945 e 1980, e autor de livros essenciais para a formação da artista, como a publicação “Iniciação a Pintura”, de1976.

Na exposição, Motta integra a instalação  “A história e a arte”, que se conecta com a própria história pessoal da artista e com a história da arte. Já “Iniciação”, também integrando a exposição “Entre o acervo e o estúdio”, traduz uma série de comentários sobre a formação do artista, suas referências, seus documentos de trabalho, desejos, impasses e heranças.

Serviço

Local: Museu Nacional de Belas Artes/Ibram – Avenida Rio Branco, 199 – Centro – Rio de Janeiro.

Período expositivo: 31/8 a 1/12. Terça a sexta, 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, 13h às 18h.

Ingressos: R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (meia-entrada).

Informações: (21) 3299-0600.

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