A relação entre tráfico de escravizados, genealogia familiar e o desenvolvimento urbano carioca é o ponto de partida da exposição “Cidade Perdida”, do artista Pedro Meyer, que será inaugurada no dia 15 de junho, na Galeria do Lago (Museu da República). A curadoria é de Isabel Sanson Portella. A mostra é composta por cerca de 20 obras, entre pinturas e desenhos que traçam um paralelo entre o campo do Valongo, local de concentração, trânsito e extermínio de escravos negros no Rio de Janeiro, e Treblinka, quarto campo de extermínio nazista.

Estes trabalhos foram desenvolvidos a partir de uma pesquisa iniciada na Gamboa, no Rio de Janeiro, onde o artista trabalhou durante seis meses. Uma das referências para o desenvolvimento das obras são mapas. As escolhas dos locais representados nos mapas são determinadas por levantamentos históricos e esses espaços foram ocupados por antepassados. Os mapas procuram ser imagens técnicas, precisas na apresentação geográfica, mas a cartografia atravessa um desenvolvimento que modifica sua configuração ao longo do tempo.

 

Também existem cartografias imaginárias, as tentativas de reconstrução gráfica de arquiteturas perdidas, soterradas e apagadas. Para o artista, essas plantas são apenas hipóteses, conjecturas sobre um passado imaginado. Para o artista, a pintura e o desenho são um jogo aberto – espaços nos quais é possível conversar com a tradição, mas também reinventar o passado e a possibilidade de existência presente.

Serviço

 

Local: Galeria do Lago – Rua do Catete, 153 – Catete – Rio de Janeiro.

 

Visitação: 15/6 a 1/9. Terça a sexta, 10h às 12h e 13h às 17h. Sábados, domingos e feriados, 11h às 18h.

 

Ingressos: Grátis.

Classificação: Livre.

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