O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do Iphan segue em cartaz com a exposição “Arte do Barro, Arte na Vida”. A mostrada é formada por peças do Vale do Jequitinhonha, tradição reconhecida, em 2018, pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artistico de Minas Gerais, como Patrimônio Imaterial e Cultural do Brasil. Caraí fica a 32km da rodovia Rio/Bahia, na entrada de Padre Paraíso, um pequeno município do Vale do Jequitinhonha. Lá, encontram-se as comunidades de Córrego do Santo Antonio e Ribeirão do Capivara, onde vivem grandes mestres e suas famílias, produtores de uma rica e tradicional cerâmica.

Os trabalhos com barro no Vale começaram há quase um século com a confecção de peças utilitárias, panelas, moringas, brinquedos para as crianças, feitas por mulheres então chamadas de “paneleiras”. A cerâmica figurativa – que hoje faz sucesso em todo o mundo – , despontou na década de 1970 com as criações de grandes e originais artistas,  como Noemisa Batista dos Santos (1947) e Ulisses Pereira Chaves (1924-2006), ambos filhos e netos de oleiras. Uma tradição que vem sendo mantida geração após geração.

Serviço

Local: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular Serviço – Sala do Artista Popular – Rua do Catete, 179 – Catete – Rio de Janeiro.

Período expositivo: Até 24/11. Terça a sexta-feira, 11h às 18h. Sábados, domingos e feriados, 15h às 18h.

Ingressos: Grátis.

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