Conhecido pela sua produção abstracionista, Araken apresenta, a partir do dia 6 de novembro, sua primeira exposição com trabalhos figurativos, intitulada “Mameluco”. A mostra conta com pinturas coloridas em técnica mista de grandes formatos – algumas chegam a medir 5 metros -, esculturas e “penduráveis” (definição do artista para as instalações que pendem do teto). As telas são “povoadas” por tipos populares brasileiros, como negros, índios, caboclos e mamelucos, que dão nome à exposição, tendo como pano de fundo abstrações.

Aviador, filósofo, teólogo e arquiteto, além de artista, Araken coordena um grupo de estudo do pensamento brasileiro, o que o influenciou bastante na escolha deste título, uma vez que era o termo empregado na época do Brasil Colônia para designar mestiços de índios com brancos. Ou seja, a origem de toda a miscigenação brasileira.  “Um aspecto relevante a ser destacado é o encontro das culturas em novo território. Chegando nestas terras, o conquistador português já encontrou os indígenas, incorporando ao território, logo depois, o trabalho escravo do negro africano. As peculiaridades de cada uma dessas etnias, somadas, gerou uma verdadeira miscigenação cultural, que hoje perfaz concretamente a nossa cultura”, afirma Araken.

Serviço

Local: Centro Cultural Correios – Rua Visconde de Itaboraí, 20 – 3º andar – Centro – Rio de Janeiro.

Visitação: 7/11 a 5/1/2020. Terça a domingo, 12h às 19h.

Ingressos: Grátis.

Classificação: Livre.

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