A Pinacoteca de São Paulo apresenta, de 27 de julho a 28 de outubro, a exposição “Marepe: estranhamente comum”. Com curadoria de Pedro Nery, a mostra é a primeira grande exposição individual do artista baiano em São Paulo. O objetivo é oferecer uma visão abrangente de sua trajetória, iniciada na década de 1990.

Estarão  expostas 30 obras, que evocam poeticamente uma memória pessoal que se entrelaça à sua cidade natal. Marepe, nome artístico de Marcos Reis Peixoto, nasceu na cidade de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, em 1970.

Para organizar sua retrospectiva na Pinacoteca, a curadoria destacou três verbos, ou atos simbólicos, aos quais o artista recorre com constância em sua trajetória: mover, transformar e condensar. “Os verbos não são pensados como algo fechado, e sim como elemento guia, permitindo aprofundar o olhar simbólico que as próprias obras sugerem“, explica Nery.  

Em Mover, estão reunidos trabalhos que demonstram, por exemplo, a ação fundamental da prática de Marepe que é a retirada do objeto de seu circuito usual – comercial, urbano ou produtivo – para inseri-lo no campo artístico.  O que o artista move não são simples objetos, mas coisas que se relacionam com seu passado e a vida ao seu redor.

Em Transformar, são expostos trabalhos cujos objetos de composição sugerem um novo arranjo narrativo. Neste sentido, O retrato de Bubu (2005), pertencente ao acervo da Pinacoteca, traz a imagem do avô do artista que, em sua primeira apresentação para a mesma individual no Pompidou, foi pendurado ao lado do retrato de Georges Pompidou, na entrada daquele museu, em Paris.

E, por fim, em Condensar, estão reunidos trabalhos que beiram a livre associação, revelando o desejo do artista de compor ideias díspares com recursos simples, oferecendo uma materialidade à serviço da imaginação.

Serviço

Local: Pina Estação – Largo General Osório, 66, 4º andar – Luz – São Paulo.

Visitação: 27/7 a 28/10. Quarta a segunda, 10h às 17h30.

Ingressos: Grátis.

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