[Exposição] “Ocupação Vladmir Herzog” revisita trajetória do jornalista, ícone dos Direitos Humanos, a partir de 14 de agosto no Itaú Cultural

[Exposição] “Ocupação Vladmir Herzog” revisita trajetória do jornalista, ícone dos Direitos Humanos, a partir de 14 de agosto no Itaú Cultural

A “Ocupação Vladmir Herzog” tem início dia 14 de agosto no Itaú Cultural. Morto precocemente aos 38 anos, o jornalista, um ícone da luta por justiça social e em defesa dos Direitos Humanos, tem sua trajetória amplamente revisitada na mostra. A Ocupação reúne e exibe trabalhos de sua autoria no cinema, teatro e fotografia e segue o percurso da vida de Herzog desde quando, ainda criança, saiu com a família de sua terra natal Osijek, hoje Croácia, na antiga Iugoslávia.

Durante a pesquisa realizada para desenhar a exposição, a curadoria formada pelas equipes de Comunicação e Audiovisual e Literatura do instituto, com cocuradoria do arquiteto e produtor cultural Luis Ludmer, teve a atenção tomada pela potente veia artística do jornalista. Encontraram, por exemplo, fotografias com enquadramentos que demonstravam um olhar particular de Vlado para as coisas, lugares e pessoas. Também, uma peça de teatro em áudio em que ele é um dos atores e suas respostas com desenhos esquemáticos e análises de filmes para uma prova de ingresso em um Curso de Cinema com o documentarista sueco Arne Sucksdorff (1917-2001). Estas aulas resultaram na realização do primeiro e único minidocumentário de Herzog, Marimbás, em 1960.

Foram mapeadas, ainda, as atividades que ele realizava na Cinemateca Brasileira e sua participação na Caravana Farkas – série de documentários de curta e média-metragem com teor humanista. Idealizada e coordenada pelo fotógrafo Thomaz Farkas, nos anos de 1960, ela foi considerada um marco do cinema documental nacional. O jornalista participou de dois desses filmes, Subterrâneos do Futebol e Viramundo, que serão exibidos no dia 20, dentro do Terças de Cinema, cuja programação ocupará todo o mês de agosto com filmes da Caravana.

Herzog foi morto em 1975, na sede do Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI- Codi), durante a ditadura civil-militar brasileira (1964-1985), e seu assassinato foi forjado como suicídio. Hoje, ele permanece presente em livros, trabalhos artísticos, escolas, logradouros e premiações.

Foto: Acervo Instituto Vladmir Herzog.

Serviço

Local: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Bela Vista – São Paulo.

Visitação: 15/8 a 20/10. Terça-feira a sexta-feira, 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, 11h às 20h.

Ingressos: Grátis.

Classificação: 12 anos.

Sem comentários

Insira um Comentário