O Museu Afro Brasil inaugura, em 7 de maio, a exposição “A cidade da Bahia, das baianas e dos baianos também”, com curadoria de Emanoel Araújo. “Essa exposição fala de alguns fatos e pessoas, sobretudo dos artistas, dos homens e das mulheres. Mulheres que fizeram da Bahia essa mágica, inusitada e preciosa cidade, de todos os santos, de muita sensualidade e de pouco pudor, que se esvai pelas ladeiras e ruas sinuosas”, declara Emanoel Araújo.

O núcleo central da mostra que homenageia a cidade da Bahia, suas personagens e imaginário, é composto pelo modernismo baiano, aqui representado por uma robusta seleção de telas de Carlos Bastos (1925 – 2004), tapeçarias de Genaro Antônio Dantas de Carvalho (Salvador, Bahia, 1926 – 1971), esculturas em ferro ou “ferramentas de santo”, ligadas à religiosidade afro-brasileira, de José Adário dos Santos (1947), esculturas e gravuras de Rubem Valentim (1922 – 1991), além de jóias de Waldeloir Rego (1930 – 2001).

A representação da baiana está presente na escultura de Noêmia Mourão, nos vestidos de renda Richelieu, além de dezenas de bonecas de cerâmica, madeira e louça. Carmen Miranda, a “pequena notável” que celebrizou a figura da baiana mundo afora, é também homenageada com a exibição de fotografias de revistas, iconografia em porcelana esmaltada, além de um vestido original. A seção inclui ainda fotografias de outras baianas ilustres como Marta Rocha (1936), Mis Brasil em 1964, e Helena Ignez, musa do Cinema Novo.

Paralelamente à abertura da exposição acima, o museu inaugura no dia 7 de maio, a individual “Aberto pela aduana – Livro de Artista” de Eustáquio Neves e promove o lançamento do livro “O Universo de Emanoel Araujo, Vida e Obra”, pela Capella Editorial, que traça um panorama do artista Emanoel Araujo, curador e diretor do Museu Afro Brasil.

Serviço

Local: Museu Afro Brasil – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n – Portão 10 – Parque Ibirapuera – São Paulo.

Visitação: 8/5 a 1/9. Terça a domingo, 10h às 17h.

Ingressos: R$ 6,00. Grátis aos sábados.

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