Os anos 1960 foram marcados por movimentos de contestação em vários países do mundo. Tal atmosfera chegaria ao Brasil, e, a despeito da censura imposta por um regime de exceção, houve  no período uma intensa produção artística, que retratou a atmosfera de tensão e riscos da época. O Museu de Arte Moderna de São Paulo exibirá, a partir de 30 de abril, uma mostra que revisita  este período. Intitulada “Os anos em que vivemos em perigo”, a exposição tem curadoria de Marcos Moraes e ficará em cartaz até 28 de julho.

O período de 1965 a 1970 foi plural da arte brasileira e foi fundamental para o desenvolvimento de nossa produção até os dias atuais. Tal cenário transformou o antropofágico caldeirão cultural do país, no mesmo momento em que acontecia a reestruturação do MAM que, em 1969, teve sua nova sede inaugurada, resistindo aos tempos e chegando até o momento atual em que celebra seus 70 anos de história.

São ao todo 50 obras de artistas como Antônio Henrique Amaral, Anna Maria Maiolino, Antônio Manuel, Cláudio Tozzi, Maureen Bisilliat, Wesley Duke Lee, entre outros. Pinturas, xilogravuras, fotografias e objetos foram selecionados para apresentar imagens associadas ao ambiente cultural vigente como as manifestações, greve, censura, utopia, repressão, desejo e identidade brasileira – um apanhado que apresenta a potencialidade da ampliação de horizontes produzida pela vanguarda brasileira nesta época.

 

Serviço

Local: MAM – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portões 1 e 3 – Parque Ibirapuera – São Paulo.

Visitação: de 30/4 a 28/7. Terça a domingo, 10h às 17h30 (com permanência até as 18h).

Classificação: Livre

Ingresso: R$ 7,00. Grátis aos sábados.

Informações: (11) 5085-1300.

 

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