A exposição “Mariana”, homônima ao livro de Christian Cravo, com curadoria de Adriana Cravo, tem início em 19 de setembro no Instituto Tomie Ohtake. A individual do fotógrafo baiano reúne 26 fotografias impressas em fine art, que retratam as memórias humanas da maior tragédia ambiental do país: o rompimento da barragem de Fundão, que vitimou fatalmente 19 pessoas e desabrigou centenas de famílias em Mariana – Minas Gerais, em 2015.

“A escolha das imagens, assim como o título que cada uma delas recebeu, teve a intenção de gerar empatia e aproximar o público do cotidiano roubado das pessoas que ali viviam até o momento da tragédia”, explica a curadora. Durante três dias, nos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, Cravo registrou os vestígios da destruição causada pela onda de mais de 2,5 metros de lama e rejeitos de minério que assolou a região.

Objetos, roupas e calçados enlameados, retratos cobertos pelo barro e casas destroçadas testemunham a tragédia. Segundo Cravo, a sua tentativa foi trazer a esse trabalho uma memória iconográfica que o tempo congelou. “São objetos que pararam naquele instante em que a lama chegou. O momento eterno que representa o fim daquela sociedade”, resume.

Serviço

Local: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Faria Lima 201 – Pinheiros – São Paulo.

Período expositivo: 19/9 a 27/10. Terça a domingo, 11h às 20h.

Ingressos: Grátis.

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