O Museu de Arte Moderna de São Paulo apresenta a instalação “roçabarroca (2018/2020)”, do artista mineiro Thiago Honório, a partir de 21 de março. A obra faz parte do Projeto Parede –  espaço entre o saguão de entrada do MAM e a Sala Milú Villela. O artista veste as paredes do corredor do prédio reformado por Lina Bo Bardi com taipa de mão e pau a pique, deixando-as em “carne viva”.

O título da obra é inspirado no livro Roça barroca, da poeta Josely Vianna Baptista, que traduz o mito poético da criação do mundo da tribo indígena Mbyá-Guarani do Guairá a partir de cantos sagrados. Ao unir as duas palavras, a grafia explicita elementos presentes na instalação, como roça, oca, oco, barro e barroco.

Em roçabarroca, o artista homenageia duas figuras importantes em sua trajetória: Maria Boaventura de Souza, sua avó materna, que viveu em uma casa de pau a pique no interior de Minas Gerais; e Maria de Fátima Boaventura de Souza Andrade, sua falecida tia, que em 1978 registrou a casa em fotografias. Esses mesmos registros levaram Honório a criar, agora, uma fotomontagem, que foi a maior referência para a construção da obra.

Para a instalação, o mineiro reveste as duas paredes que cercam o corredor do Museu com taipa de mão e pau a pique, entrelaçando ripas e toras de madeiras com galhos recolhidos no Parque Ibirapuera e vigas de bambu amarrados por sisal ou cipó.

Serviço

Local: MAM – Parque Ibirapuera – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portões 1 e 3 – Ibirapuera – São Paulo.

Abertura: 21/3. Sábado, 11h.

Visitação: 21/3 a 17/5. Terça a domingo, 10h às 17h30.

Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada). Gratuidade aos sábados.

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