[EVENTO] Ciclo sobre racismo e musealização do crime

[EVENTO] Ciclo sobre racismo e musealização do crime

Inspirado no episódio Black Museum da série Black Mirror  ciclo de conversa no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo discute a musealização do crime e do criminoso, abordando temas como questões éticas que se levantam na curadoria – como a exposição de restos mortais e objetos sagrados-; e a relação da prática com a construção do esteriótipo do “selvagem” e do criminoso, legitimada por teorias racistas e pelo colonialismo.

A atividade vai até dia 23 de abril prevê também uma visita ao Museu da Polícia Civil de São Paulo.

 

Confira a programação

// 9/4. Os “zoológicos humanos”

Nessa aula será apresentada um breve panorâma histórico de exposições antropológicas nas quais membros de diferentes comunidades indígenas eram exibidos publicamente, tanto para divulgação e popularização da ciência do período quanto para estudo in vivo por parte de especialistas.

Serão revisadas as origens históricas de tais práticas e situadas em relação com os discursos teóricos sobre a diversidade humana das ciências da época, fortemente comprometidas com um imaginário eurocêntrico, racista e colonial.

Com Juanma Sánchez Arteaga, doutor em Biologia pela Universidade Autônoma de Madrid (UAM, Espanha). Atua como pesquisador e professor na UFBA.

 

// 16/4. Lombroso e o nascimento da Criminologia

Transitando entre o direito penal, a psiquiatria, a medicina forense, a saúde pública, o higienismo e a antropologia criminal, Césare Lombroso (1835-1909) pontuou a ainda atual questão de se pessoas acusadas de cometer crimes possuem livre-arbítrio e são responsáveis por seus atos ou se são inimputáveis porque “doentes” (curáveis ou não) em decorrência de determinantes biológicos.

Com Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer, cientista social, antropóloga e advogada (USP). Professora doutora do Departamento de Antropologia (USP), coordenadora do Núcleo de Antropologia do Direito (NADIR-USP).

 

// 20/4. Visita ao Museu da Polícia Civil de São Paulo

Com Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer, cientista social, antropóloga e advogada (USP). Professora doutora do Departamento de Antropologia (USP), coordenadora do Núcleo de Antropologia do Direito (NADIR-USP).

 

// 23/4. Os museus do crime e a exposição de restos mortais

A aula abordará propostas artísticas de remontagem da coleção abandonada de um museu da polícia e sua relação com a violência, o racismo e a perseguição religiosa.

Também será objeto da aula as exposições de corpos humanos plastinados, produtos de um procedimento que reduz o corpo-pessoa a mero corpo-objeto e que refletem o esquema geral de uma modernidade onde os rituais relacionados à morte são cada vez mais deslocados para a margem da vida social.

Com Ana Pato, curadora e pesquisadora. Doutora pela FAU-USP. Foi pesquisadora-associada do Museu de Arte Moderna da Bahia (2015) e diretora da Associação Cultural Videobrasil (2000-2012).

Com Joon Ho Kim, cientista social, doutor em Antropologia pela USP. Pesquisou temas relacionados com a biocibernética e biomedicina. Sua tese foi agraciada com o Prêmio Capes de Antropologia e o Grande Prêmio Capes Sérgio Buarque de Holanda.

  • Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo – Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista, São Paulo
    (11) 3254-5600
    + Ver mapa
  • 09/04/2018 a 23/04/2018
  • Segunda, das 19h30 às 21h30. Sexta (visita), das 11h às 13h.
  • Preço: R$ 50,00 (inteira); R$ 25,00 (meia); R$ 15,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).
  • Tradução em Libras disponível. Faça sua solicitação com no mínimo dois dias de antecedência da atividade através do e-mail centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br.
Sem comentários

Insira um Comentário

#SIGA-NOS Instagram