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Espetáculo “O Bailado do Deus Morto” faz curta temporada no Teatro Oficina

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O espetáculo “O Bailado do Deus Morto” reestreia no Teatro Oficina marcando a volta do coro à pista da rua Lina Bo Bardi. Depois de quase dois anos fechado, o Oficina reabre suas portas celebrando a entrada num novo tempo e os 63 anos de reexistência da Cia.

No trabalho, o coro volta à cena como estrela dos movimentos de retomada, povoando o Teatro com as máscaras icônicas de Flávio de Carvalho em danças absurdas e cantos de súplica, medo, alegria e ira. As impressionantes máscaras de alumínio arcaico-futuristas projetadas por Flávio de Carvalho em releituras produzidas para o Oficina voltam aos corpos-cavalos que as sustentam.

A obra trata-se de uma peça escrita por Flávio de Carvalho em 1933 para a inauguração do Teatro da Experiência, projeto idealizado por ele: um espaço para prática e apresentações no qual o teatro fosse encarado de fato como experiência – cênica, arquitetônica, humana, dramatúrgica. Com isso, Flávio pretendia impulsionar o teatro feito em São Paulo e no Brasil a outras, mais ousadas, aventuras estéticas.

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O “laboratório de pesquisas teatrais”, duramente perseguido pela censura de então, teve vida curta e Flávio não pôde realizar seu projeto de encenar ali peças de Oswald de Andrade. Mas o espaço pôde abrigar a estréia e algumas poucas apresentações d’O Bailado, com seu coro de músicos negros da recém-nascida Vai-Vai vestindo as máscaras de alumínio desenhadas por Flávio e algumas outras poucas experiências, “como a coletânea de danças e cânticos da época da escravidão, que causou vivo sucesso e onde Henricão (fundador da Vai-Vai presente no elenco da primeira montagem d’O Bailado) e sua ‘troupe’ brilharam”, como descreve o próprio Flávio em seu relato da epopéia do Teatro da Experiência.

Foto: Igor Marotti.

Ficha Técnica

Dramaturgia: Flávio de Carvalho. Direção: Marcelo Drummond. Direção musical: Felipe Botelho. Assistente de direção musical: Amanda Ferraresi. Elenco: Roderick Himeros, Sylvia Prado e Otto. Coro: Fernanda Taddei, Kelly Campello, Maitê Arouca, Mayara Baptista, Paulo Wenceslau, Sonia Ushiyama e Victor Rosa. Músicos: Felipe Botelho, Amanda Ferraresi, Moita Mattos e André Santana. Figurino: Sonia Ushiyama.

Serviço

Local: Teatro Oficina – Rua Jaceguai, 520 – Bixiga – São Paulo

Sessões: 3, 4, 5, 17, 18 e 19/12. Sempre às 20h.

Ingressos: R$60,00 (inteira), R$30,00 (meia-entrada) e R$100,00 (Ingresso de apoio ao Teatro Oficina).

Link para vendas:https://bileto.sympla.com.br/event/69500

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