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Espetáculo “Fim de Festa: Um Mergulho para Remixar a Realidade” estreia no Estúdio NU em 11 de novembro

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O espetáculo performativo sensorial “Fim de Festa: Um Mergulho para Remixar a Realidade” é uma experiência auditiva binaural, que estreia dia 11 de novembro, quinta-feira, às 20h, no Estúdio NU. O espetáculo, que acontece apenas para 10 participantes por sessão, tem foco na escuta, na abertura dos sentidos e na convocação da presença do público em diálogo com a poética do espaço e da iluminação.

Com concepção e direção de Fabiana Monsalú – uma das fundadoras da CompanhiaDaNãoFicção – e dramaturgia de Camila Damasceno com assistência de Beatriz Belintani, “Fim de Festa: Um Mergulho para Remixar a Realidade” tem design sonoro de Renato Navarro, iluminação e poética do espaço assinados por Marisa Bentivegna e atuação de Hercules Morais e Magno Argolo. No trabalho, que narra de maneira não-linear um momento de ruptura, o público, munido de aparelhos de MP3 e fones de ouvido, circula pelos espaços do Estúdio NU.

A obra apresenta dois homens cisgênero que acordam no dia seguinte de uma festa de despedida, mas tudo está em ruínas e fora do lugar. A obra traz à cena a toxidade de uma certa masculinidade e parte do desejo de abordar e verticalizar o tema do declínio das estruturas sociais e econômicas hegemônicas no Ocidente no século XXI, tendo como mote o “fim de festa” do sistema patriarcal.

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A pesquisa para a criação de “Fim de Festa: Um Mergulho para Remixar a Realidade” parte do cruzamento de referências de autoras como Ângela Davis, Bell Hooks e Chimamanda Ngozi Adiche, que vem discutindo os pilares da estrutura capitalista e patriarcal e seu processo de estremecimento. Além disso, o evento do Último Baile do Império também é uma referência. Foi a última festa da monarquia antes da Proclamação da República Brasileira, em 15 de novembro, seis dias após o baile. Enquanto o golpe republicano era tramado, a elite se divertia na última festa do Brasil imperial. Foi um evento relacionado com os últimos momentos da monarquia brasileira, simbolizando sua gastança perante as mazelas do povo.

Com uma dramaturgia criada durante o processo, a diretriz é a realização de um trabalho que não se limita somente a um panorama de denúncia, mas que propõe uma investigação sobre a masculinidade no intuito de elaborar perspectivas éticas de vivência e convivência para a mesma.

Foto: Hugo Faz.

Ficha Técnica

Dramaturgia: Camila Damasceno. Concepção e Direção: Fabiana Monsalú. Elenco: Hercules Morais e Magno Argolo.

Serviço

Local: Estúdio NU – Rua Dona Maria Paula, 122, conjunto 1208, 12º andar – República – São Paulo.

Datas: 11 a 14/11. Quinta e sexta, 20h. Sábado e domingo, 19h e 20h30.

Ingressos: R$20,00.

Classificação: 16 anos.

Link para ingressos: www.sympla.com.br/companhiadanaoficcao.

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