[TEATRO] Debate sobre o fazer teatral e as questões sociais contemporâneas

[TEATRO] Debate sobre o fazer teatral e as questões sociais contemporâneas

Entre os dias 20 e 28 de março a Companhia Antropofágica promoverá série de encontros no espaço Pyndorama, sede do grupo localizada em Perdizes.

Serão quatro encontros que buscam debater temas importantes do fazer teatral e sobre questões sociais contemporâneas.

As temáticas propostas para os Diálogos Antropofágicos derivaram do novo projeto da companhia  [D.E.T.O.X] – Devising Experimental da Toxicologia do Objeto X,cuja as pesquisas estão voltadas para questões eco-ambientais contemporâneas, criando uma ponte entre o pensamento desenvolvido no início do séc. XX e os processos de devastação do planeta em curso atualmente.

O projeto de pesquisa está sintetizado no conceito de Modernidade Tóxica: “uma ampla toxicologia dos muitos projetos modernos que coabitam no país, abrangendo desde questões do manejo ecológico do solo como oposição aos agrotóxicos industriais até a dimensão metafórica do conceito de tóxico presente na arte, na literatura, no teatro e em manifestações diversas da indústria cultura”.

[D.E.T.O.X] – Devising Experimental da Toxicologia do Objeto X é um projeto mais amplo da Cia. Antropofágica, contemplado pela 31ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, e que irá promover atividades durante o ano de 2018.

Além do Diálogos Antropofágicos está em cartaz também a peça OPUS XV, que celebra os quinze anos da cia. Espetáculo que conta com temporada programada até o dia 22 de abril (sextas e sábados às 21h e domingos às 19h/gratuito).

 

Créditos: (Divulgação/Alan)

 

A programação dos encontros conta com falas de representantes das Kiwi Companhia de Teatro, Cia. Os Satyros e pesquisadores das áreas biodiversidade, sistemas agrícolas de produção alimentar, desenvolvimento e planejamento urbano e cultural.

 

PROGRAMAÇÃO

// 20 de março

A Atualidade do Teatro Documentário, com Fernanda Azevedo como convidada (Atriz, integrante da Kiwi Companhia de Teatro desde 2006. Pesquisadora e mestranda em teatro no Instituto de Artes da Unesp)

Para discutir a atualidade do teatro documentário, analisaremos alguns dos seus fundamentos conceituais e suas consequências estéticas e sociais, além de examinar exemplos retirados da produção teatral contemporânea.

// 21 de março

Processos de Devising no Trabalho Criativo dos Satyros, com Rodolfo Garcpia Vázquez II como convidado (Dramaturgo, diretor teatral e um dos fundadores da Cia os Satyros Prêmio Shell de Melhor Diretor em 2005 por “A Vida na Praça Roosevelt”, de Dea Loher)

O encontro visa esclarecer as diferenças entre devising e o teatro colaborativo desenvolvido no Brasil. Em um segundo momento, o encontro visa apresentar possibilidades diferentes de devising no processo da montagem teatral, através da desconstrução de processos criativos de alguns espetáculos emblemáticos dos Satyros.

// Dia 27 de março

Segurança Alimentar e Nutricional, com a convidada Soraia de Fátima Ramos (Geógrafa; Mestre em Geografia; Doutoranda na Faculdade de Saúde Pública – USP, Pesquisadora Científica no Instituto de Economia Agrícola – IEA; foi Conselheira do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável -CONSEA/SP).

A segurança alimentar e nutricional abrange o acesso a alimentos com qualidade biológica, sanitária e nutricional, de modo regular e permanente. Alia-se a práticas alimentares promotoras de saúde, com atenção às populações vulneráveis. A produção no campo deve estar amparada em sistemas agrícolas da agricultura familiar com atenção à preservação da biodiversidade e diversidades culturais locais.

//28 de março

Desenvolvimento e Planejamento Urbano e Cultural, com a convidada Terezinha Ferrari (Pesquisadora e Professora do Centro Universitário Fundação Santo André – Doutora em Ciência Política. Autora do livro, a Fabricalização da cidade e ideologia da circulação, além de outros textos)

A temática proposta tanto pode ser tratada de modo afirmativo como crítico. A segunda opção seduz porque para enfrentá-la é preciso destacar a presença do Estado no planejamento das cidades; no capitalismo neoliberal esse planejamento urbano contempla também um desenvolvimento e um planejamento cultural – o que nem sempre foi assim. Como o Estado do capital planeja uma cidade para poucos, perguntamos qual é, afinal, o papel da cultura nesta cidade planejada para poucos?

  • Espaço Pyndorama – Rua Turiassú, 481 – Perdizes, São Paulo
    + Ver mapa
  • 20/03/2018 a 28/03/2018
  • Terça e quarta: 19h30.
  • Evento gratuito.
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