O bailarino Marcus Moreno e o pianista Manuel Pessôa de Lima fazem duas apresentações de “A Flor da Lua”, trabalho solo que fala da passagem do tempo.  Usando como metáfora a rara flor de um cacto, que ao desabrochar dura apenas uma noite, a obra será realizada na Sala Renée Gumiel da Funarte, dias 6 e 7 de abril , sábado e domingo, com entrada gratuita.

Espécie pouco conhecida, geralmente encontrada em florestas tropicais, a flor da lua é geralmente descrita, por aqueles que tiveram oportunidade de experienciar sua rebentação, pelo perfume intenso e o movimento constante de suas pétalas se abrindo. Um desses relatos, o da artista e ilustradora botânica Margaret Mee, serviu de ignição para a “Flor da Lua”, de Marcus Moreno: “Enquanto eu me postava ali, com a orla escura da floresta ao meu redor, sentia-me enfeitiçada. Então, a primeira pétala começou a se mexer, depois outra e mais outra, e a flor explodiu para a vida”, registrou Mee em sua última expedição à Amazônia, quando finalmente, aos 79 anos, após deixar a prancha preparada, ilustrando o cacto e as folhagens, acolheu a Flor da Lua em sua efêmera existência.

Serviço

Local: Funarte – Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos – São Paulo.

Data: 6 e 7/4. Sábado, 19h. Domingo, 18h.

Classificação: Livre.

Ingressos: Grátis.

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