[Circo] Festival internacional “CircoS” oferece atrações gratuitas no Sesc Parque Dom Pedro II a partir de 15 de junho

[Circo] Festival internacional “CircoS” oferece atrações gratuitas no Sesc Parque Dom Pedro II a partir de 15 de junho

A partir do dia 15 de junho, o Sesc Parque Dom Pedro II recebe a quinta edição do festival CircoS – Festival Internacional, que apresentará um panorama de companhias e artistas que combinam diversas linguagens para a criação da arte circense.

Foto: Vanessa Calado.

Confira a programação:

“Somos Eu”, com Grupo Somos Eu. Dia 15/6, sábado,15h30 às 16h.

Classificação: Livre. Ingressos: Grátis – Sem retirada de ingressos.


O corpo é o veículo da criação da dupla de artistas dessa intervenção, que mostra como a compatibilidade de pensamentos e valores entre pessoas pode ser traduzida em movimento. “Pelos nossos corpos, expressamos nossas emoções. O contato surge da sintonia de amizade, cumplicidade e companheirismo, de olhar dentro do outro e enxergar o seu próprio eu”, afirma a intérprete Luísa Rodrigues.

A música instrumental, com marcações precisas e momentos de suspense, dá o tom do encontro entre os intérpretes. Tudo começa pela base, no contato das peles com o solo. Depois, manifesta-se no embate entre os corpos, lançados um contra o outro. A dramaturgia reforça a capacidade de entrega e confiança, além da elasticidade e do vigor dos artistas. A montagem segue, então, para movimentações dinâmicas, que mesclam acrobacia, contorcionismo e dança. Formados pela Escola Nacional de Circo do Brasil, com experiência anterior em dança, os dois artistas apostam na união dessas duas linguagens artísticas.


Naufragata” (Itália/França) – com Circo Zoé. Dia 15/6, sábado, 16h às 17h e Dia 16/6, domingo, 14h às 15h. Classificação: Livre. Ingressos: Grátis – Sem retirada de ingressos.

O navio naufragou, mas o show precisa continuar. Traçando um paralelo entre a natureza itinerante dos antigos navios corsários e das companhias circenses, o espetáculo conduz a tripulação e o público por mares imaginários, sem destino certo. Criado em 2012, o Circo Zoé reúne artistas circenses com diferentes formações, dois músicos e um técnico inventor. Naufragata estreou em 2014 na Itália, já fez turnê por toda a Europa e chega agora ao Brasil.


“Babel, Glöm” (Suécia/Alemanha/Finlândia/França) – com KaaosKaamos. Dia 19/6, quarta, 15h às 16h. Classificação: Livre. Ingressos: Grátis – Sem retirada de ingressos.


Primeiro espetáculo da companhia, baseada na Suécia, traça uma linha na vertical sobre os limites da força e do equilíbrio dos acrobatas. Como coletivo, tentam se sentir mais fortes, tentam alcançar os limites do próprio corpo e da força. Assim, abordam o que é coletivo, os laços que se formam entre as pessoas e o que pode ser considerado família. Babel, glöm desafia os limites da força e do equilíbrio para discutir as ideias de individualidade e coletividade.

Espetáculo desafia os limites da força e do equilíbrio para discutir as ideias de individualidade e coletividade. “A performance fala sobre viver junto e lidar com as diferenças. Queremos explorar as tensões entre o seja você mesmo e o fique junto”, diz a artista Anouck Le Roy. Babel, Glöm significa “Babel, esqueça”, um convite, segundo Anouck, a ir além do mito da Torre de Babel, cuja construção foi interrompida porque as pessoas não se entendiam por falarem línguas diferentes, segundo a tradição bíblica. A ideia do espetáculo é usar o que parece nos separar para nos tornar mais fortes.


Parque do Circo” – com Lua Tatit e Gonzalo Caraballo. Dia 20/6, quinta,13h às 17h. Classificação: Livre. Ingressos: Grátis – Sem retirada de ingressos.


Lua Tatit e Gonzalo Caraballo conduzem o Parque do Circo, uma introdução ao modo de fazer circo dirigida a crianças e adultos sem experiência na área.


“Maiador” (Brasil/França) – com Cia DeláPraká. Dias 22 e 23/6, sábado e domingo, 15h às 16h. Classificação: Livre. Ingressos: Grátis – Sem retirada de ingressos.


Com forte inspiração na cultura regional brasileira, os artistas se revezam entre acrobacias, números de equilíbrio e capoeira, ao som de samba de roda e baião. As sequências são geralmente feitas em dupla, em perfeita sincronia. O cenário é composto apenas por um mastro chinês, no centro, e pelas cordas que o sustentam.

Maiador é uma expressão da roça nordestina que denomina a sombra no meio do pasto, onde o gado se refugia do sol. O espetáculo traz essa imagem, ao som de batuque e gingado da capoeira, bases para as acrobacias do grupo. Com forte inspiração na cultura regional brasileira, os artistas se revezam entre acrobacias, números de equilíbrio e capoeira, ao som de samba de roda e baião. As sequências são geralmente feitas em dupla, em perfeita sincronia. O cenário é composto apenas por um mastro chinês, no centro, e pelas cordas que o sustentam.


“African Show” (Quênia) – com Sarakasi Warrior Acrobats. Dia 22/6, sábado, 16h às 16h30. Classificação: Livre. Ingressos: Grátis – Sem retirada de ingressos.

Essa intervenção realizada por cinco acrobatas do Quênia celebra a cultura africana. A referência ao país de origem dos artistas aparece na maneira como executam os movimentos, explica Marion OphetVeld, diretora geral da companhia. “O estilo das acrobacias é tipicamente queniano: fazem os saltos e as pirâmides humanas sempre num ritmo muito rápido”, diz. A diretora destaca, no entanto, que o trabalho traz também elementos do continente africano como um todo.

O quinteto de acrobatas apresenta números que envolvem movimentos circenses e de dança, com figurinos que remetem a seu país natal: o Quênia. Essa intervenção celebra a cultura africana. A referência ao país de origem dos artistas aparece na maneira como executam os movimentos, explica Marion Op het Veld, diretora geral da companhia. “O estilo das acrobacias é tipicamente queniano: fazem os saltos e as pirâmides humanas sempre num ritmo muito rápido”, diz. A diretora destaca, no entanto, que o trabalho traz também elementos do continente africano como um todo.

Um dos destaques é o limbo, em que uma pessoa deve passar embaixo de um bastão sem tocá-lo enquanto dança. Números de pirofagia e acrobacias aéreas com argolas completam a performance, cuja trilha traz a sonoridade da rumba congolesa, também conhecida como lingala, alusão ao nome de um idioma banto falado no noroeste do Congo. O Sarakasi Warrior Acrobats faz parte da Sarakasi Trust, companhia criada há 18 anos em Nairóbi, capital do Quênia.

“Enxame” – com Circo Enxame. Dia 23/6, domingo,13h às 13h30. Classificação: Livre. Ingressos: Grátis – Sem retirada de ingressos.

Vestidos de apicultores, quatro indivíduos encenam o dia a dia de uma colmeia: a busca por comida, o trabalho organizado, a hierarquia rígida. Enxame é um trabalho que busca discutir temas sensíveis ao homem contemporâneo, como a importância da preservação ambiental, a partir da compreensão da forma como outros coletivos se organizam.

Criado em 2015, o Circo Enxame é um coletivo de artistas formados no Centro de Formação Profissional em Artes Circenses (Cefac), em São Paulo, com especializações em diferentes países e foco na criação e pesquisa de linguagens.

Serviço

Local: Sesc Parque Dom Pedro II – Praça São Vito, s/n – Brás – São Paulo.
Informações: (11) 3111-7400.

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