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Cia. Polimorfos apresenta “Ensaios Perversos” em 15 de outubro

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O “Ensaios Perversos”, programa mensal da Cia. Perversos Polimorfos, que durante três horas e meia traz “Conversa sem Fim”, um bate-papo sempre com abordagens interessantes, segue com apresentações de performances no “Preliminares”, servindo de esquenta para o Dance Floor. Em outubro acontece na sexta-feira, 15, a partir das 20h, ainda de modo virtual. É grátis, mas é preciso reservar os ingressos para acessar a transmissão pelo Zoom.

Dimitra Vulcana, persona drag do professor e doutor em Ciências da Saúde, Danilo Carreiro, é a convidada da “Conversa sem Fim”. Ela é quem protagoniza o canal disseminado nas redes sociais “Doutora Drag”, que usa um extenso e variado repertório de conhecimento, temperado com boas doses de bom humor, para contribuir com discussões sobre política, meio ambiente, sexualidade, gênero, raça, com um recorte feminista, antirracista, anticapitalista e marxista. Os conteúdos do “Doutora Drag”, após algumas semanas, são editados e também publicados no feed do “Hora Quer”’, podcast criado antes do “Doutora Drag”, em 2016, como “HQ da Vida”, hoje feito por LGBTs e que segue a mesma ótica.

A partir das 21h, “Preliminares” começa com a performance “Gaia”, de Marina Guzzo,  artista e pesquisadora das artes do corpo que, desde 2011, leva ao centro de sua investigação a crise climática e o papel do artista na produção de imaginários para travessias de um mundo em ruínas no Plantationceno. Na interface entre corpo e paisagem, “Gaia” se constrói baseada em trechos de seis livros estruturantes: “Margens Indomáveis: cogumelos como espécies companheiras”, de Anna Tsing; “Diante de Gaia – Oito conferências sobre a natureza no Antropoceno”, de Bruno Latour; “Cosmospoéticas do refúgio”, de Dénètem Touam Bona; “O pensamento do tremor”, de Édouard Glissant; “A vida das plantas”, de Emanuele Coccia, e “No tempo das catástrofes”, de Isabelle Stengers.

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Na sequência, o Coletivo Criação Kamikaze, grupo que desde o início da pandemia reúne artistas do teatro, da dança e do audiovisual, para criar ações em ambiente digital, exibe “Vérnix”, filme dirigido por Renata de Lélis, que retrata o colapso do corpo urbano capitalista, um corpo exausto e infectado que transborda os limites da linguagem, manifestando-se em pulsão animal. Realizado de forma totalmente remota, sete performers – André Varela, Camila Vergara, Cris Eifler, Georgia Macedo, Laura Hickmann, Rodolfo Ruscheinsky e Felipe Oládélè – encaram animalidades reprimidas, potencializadas pela clausura e o isolamento da pandemia. Em um continuum vida-morte-vida, naturezas se misturam borrando fronteiras entre humanos e não-humanos. Exposta, a anatomia dos corpos confere um tom analítico e científico ao trabalho.

A partir daí e até às 23h30,  entra em ação a modelo, maquiadora, stylist, performer, dançarina, cantora, DJ, drag queen Gotham Waldorf, comandando, diretamente de Salvador, a pista do Dance Floor com a festa batizada de “Supersonicpussycat”. Residente da Festa Shantay, Gotham Waldorf traz um diversificado repertório com influências de Rihanna, Tina Turner, Donna Summer, Whitney Houston, Kylie Minogue, lil’ Kim, Lady Gaga e Beyoncé.

Serviço

Plataforma Zoom.

Data: 15/10. Sexta, 20h às 23h30.

Ingressos: Grátis.

Link de acesso: https://linktr.ee/perversospolimorfos.

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