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Cia. Perversos Poliformos traz conversa, videodanças e festa para dançar em 17 de setembro

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Em setembro, os “Ensaios Perversos”, ação cultural da Cia Perversos Polimorfos, que reúne conversa, partilhas artísticas e festa com DJ, acontece nesta sexta, 17 de setembro, ainda de modo virtual. Começa às 20h, com bate-papo com a psicanalista, escritora, professora e crítica de arte Suely Rolnik, no “Conversas sem Fim”; segue com duas performances transformadas em videodança, no momento “Preliminares” – “O que mancha”, de Beatriz Sano e Eduardo Fukushima, e “Neomedusa vai bailar” –, de Aline Fátima, e encerra com as colagens sonoras de R Vincenzo, no Dancefloor.

A conversa com Suely Rolnik gira em torno da possibilidade transpessoal que conecta os afetos, delineando relações como as da teia de uma aranha, onde o corpo perde sua materialidade dura para compor uma presença vibrátil, suscetível de experimentar a pulsão do vivo em movimento de variação contínua. Quando voltou do exílio (forçado, depois de ter sido presa pela ditadura militar), na França, onde fez a maior parte de sua formação acadêmica  – graduou-se, fez mestrado e DESS em Ciências Humanas Clínicas na Universidade Paris VII, trabalhou com Félix Guattari, na Clínica Experimental de Cour-Cheverny, frequentou aulas e seminários de Gilles Deleuze, Michel Foulcault, Pierre Clastres e Roland Barthes –, Suely Rolnik fundou o Núcleo de Estudos da Subjetividade no Programa de Pós Graduação em Psicologia Clínica da PUC-SP. A partir dos anos 1990, passou a atuar no campo da arte contemporânea, especialmente no projeto de pesquisa e ativação da memória corporal das proposições artísticas de Lygia Clark. De 2007 a 2015, foi professora convidada do Programa de Estudos Independentes do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona e, há três décadas, mantem consultório particular em São Paulo.

A partir das 21h, começa o momento ‘Preliminares’, com a apresentação de “O que mancha”, vídeodança da nova peça dos dançarinos e coreógrafos Beatriz Sano e Eduardo Fukushima. Nesta criação, a tela faz vibrar os corpos enquadrados. Entre vozes, riso e choro, do ruído à melodia, do barulho ao silêncio, o movimento é urgente e desfocado; a imagem escapa à apreensão da forma, que funde, borra e distorce ao entrar em contato. Beatriz Sano e Eduardo Fukushima colaboram há oito anos em trabalhos artísticos um do outro e, há quatro, ministram e dirigem coreografias em grupo, através de residências artísticas de dança, em São Paulo, Paraty e no Chile. Em 2019, co-dirigiram, junto com Isabel R. Monteiro e Júlia Rocha, a peça “Imagine”, contemplada pelo 23º Cultura Inglesa Festival, e apresentaram, com Michal Borzuch, a instalação “Les Flaneur”, em Varsóvia, com o apoio da Rolex Arts Institute.

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Na sequência, Aline Fátima apresenta “Neomedusa vai bailar”, performance realizada em Guaianases, bairro periférico da zona leste de São Paulo, no tradicional baile da Rua do Meio. Na virada de 2020 para 2021, quando o Brasil já somava mais de 200 mil mortes pela COVID 19 e aglomerações aconteciam por todo o país, a persona Neomedusa, alter-ego-entidade-estética da artista, chega nesse ambiente para causar estranhamento e ruptura de padrão a partir da sua dança. Transformada em obra audiovisual, “Neomedusa vai bailar” é uma crítica à hipocrisia que criminaliza a juventude periférica, mas absolve as elites e o Estado ausentes e indiferentes às mazelas sociais. Formada em Letras, Aline Fátima é performer, artista visual, cineasta e arte-educadora com formação em Capoeira Angola, Danças afro-brasileiras e Contemporânea. Pesquisa o imaginário do samba, da periferia, mitologias e culturas afrodescendentes tradicionais, contemporâneas e urbanas.

Até às 23h30, o produtor musical R. Vincenzo comanda o Dance Floor. Misturando uma vasta coleção de sons e beats de diferentes backgrounds, sua performance ao vivo traz influências do universo do baile funk, usando máquinas para repetição, elementos vocais como percussão e colagens hipnóticas. Com dois EPs em vinil lançados na Finlândia e na Alemanha, e um CD no Japão, R. Vincenzo assina a trilha sonora do longa-metragem ‘Corpo Elétrico’ e a produção do álbum de estreia de Linn da Quebrada. É co-fundador da festa e selo “Glitch Baile” e fundador e co-produtor do projeto de jam experimental “Roda de Sample”.

“Ensaios Perversos” integra projeto contemplado pelo programa de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura.

Serviço

Plataforma Zoom.

Conversas sem fim. Com Suely Rolnik. Data: 17/9. Sexta, 20h.

Preliminares. Com Beatriz Sano e Eduardo Fukushima (“O que mancha”) e Aline Fátima (“Neomedusa vai bailar”). Data: 17/9. Sexta, 21h.

Dance Floor. Festa comandada por R Vicenzo. Data: 17/9. Sexta, 22h às 23h30.

Ingressos: Grátis.

Link de acesso: https://bit.ly/ensaiosperversos2

Mais informações em www.perversospolimorfos.com.br

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