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CCBB-SP apresenta mostra “Encontros à Deriva: Retrospectiva Hong Sang-Soo”

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Com a mostra “Encontros à Deriva: Retrospectiva Hong Sang-Soo”, no CCBB-SP, pela primeira vez os cinéfilos brasileiros poderão conhecer todo o portfólio de longas do cineasta por meio de exibições entre os dias 11 de agosto e 6 de setembro. Complementarmente também está prevista a realização de um debate online no dia 18 de agosto com os especialistas Mariana Baltar e Pedro Maciel Guimarães.   

Mesmo com o eventual crescimento das ferramentas de acesso a produções cinematográficas de todo o mundo – por meio das plataformas de streaming e também pela abertura do circuito comercial a linguagens mais distantes do “modo hollywoodiano” –, inúmeras obras de qualidade acabam por ficar de fora do circuito comercial convencional. A filmografia do sul-coreano Hong Sang-Soo encaixa-se neste contexto diante do público brasileiro, mesmo tendo ele sido premiado sucessivas vezes como diretor e roteirista em alguns dos principais festivais da indústria cinematográfica, como Cannes e Berlim. Sang-Soo é reconhecido pela crítica mundial como um dos mais importantes e prolíficos realizadores em atividade.

Uma característica de sua produção está na capacidade de amplificar os pequenos gestos do dia a dia em narrativas que apostam na ausência de uma grande missão ou jornada para os seus personagens, mesclando situações cotidianas ao eventual ‘absurdo’ com um humor ácido e personagens em busca do preenchimento dos vazios de suas vidas.

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Também se percebe, na obra do diretor, um diálogo sutil entre seus filmes, com histórias que se comunicam entre si através do retorno de temas comuns, e uma estética bastante própria, sendo extremamente econômica para os padrões da indústria cinematográfica. A valorização do diálogo também é uma constante, com aposta bastante evidente em falas densas e reveladoras de novos sentidos para o momento de seus personagens.

Hong é parte do novo cinema coreano (New Korean Cinema), ciclo iniciado nos anos 1990 após a redemocratização da Coreia do Sul e que revelou nomes como Kim Ki-Duk, Lee Chang-Dong, Bong Joon-ho e Park Chan-Wook. Seu método, lapidado no decorrer das duas últimas décadas, é bastante particular: contempla produções simples com cenas gravadas com equipe reduzida, mínima estrutura e baixíssimos orçamentos. Trata-se de um cinema minimalista, que flerta constantemente com formas alternativas de produção, mas que, geralmente, conta com atores de renome em seu país de origem. Alguns exemplos estão em participações de Yuh-Jung Youn (“Minari”, primeira sul-coreana a conquistar um Oscar na categoria Melhor Atriz Coadjuvante), Kwon Hae-hyo (“Invasão Zumbi 2”), Sun-Kyun Lee (“Parasita”), Jung Eun-chae (séries “O Rei: Monarca Eterno” e “The Guest) e Kim Min-hee (“A Criada”).

Serviço

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo.

Datas: 11/8 a 6/9.

Link para inscrições do debate: www.eventim.com.br/artist/hongsang-soo/

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