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CCBB Rio de Janeiro apresenta exposição “Nise da Silveira – A Revolução pelo Afeto”

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A exposição “Nise da Silveira – A Revolução pelo Afeto” ocupará três salas do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Rio de Janeiro, entre os dias 9 de junho e 16 de agosto. A exposição reúne cerca de 90 obras de clientes do Museu de Imagens do Inconsciente, ao lado de peças de Lygia Clark e Zé Carlos Garcia, fotografias de Alice Brill, Rogério Reis e Rafael Bqueer, vídeos de Leon Hirzsman e Tiago Sant’Ana e aquarelas e fotos de Carlos Vergara.

A curadoria é do Estúdio M’Baraká, com consultoria do psiquiatra Vitor Pordeus e do museólogo Eurípedes Júnior. O projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil.

Neste 2021, completam-se 22 anos da morte de Nise da Silveira – e 22 é um número associado à loucura no imaginário popular, tema abordado de forma revolucionária pela psiquiatra. Médica formada enquanto única mulher em uma turma com mais de 150 homens, ficou mundialmente conhecida pela ideia vanguardista de usar o afeto como metodologia científica no tratamento às pessoas com sofrimentos psíquicos.

Post Patrocinado

Ao buscar formas de acessar as camadas do inconsciente e criar um diálogo, através de ferramentas artísticas e com aplicações científicas, entre o inconsciente e a sua potente expressão em imagens, Nise reposicionou o entendimento de loucura na história da humanidade. A exposição do CCBB Rio valoriza a dimensão vanguardista e criativa de uma das maiores cientistas do Brasil, reconhecida internacionalmente.

Localizado no Engenho de Dentro, subúrbio carioca, o Museu de Imagens do Inconsciente foi criado por Nise em 1952 com a finalidade de reunir os trabalhos produzidos pelos seus clientes nos estúdios de modelagem e pintura – verdadeiros documentos para ajudar na compreensão mais profunda do que se passava no universo interior deles.

Dos clientes que se destacaram em um acervo que bate os espantosos 400 mil trabalhos variados, registrados como patrimônio, foram escolhidas telas de Carlos Pertuis (que deixou cerca de 21 mil pinturas), Fernando Diniz (por volta 35 mil), Adelina Gomes (na base dos 17 mil), Emygdio de Barros (em torno de 3.300) e Arthur Amora, que fez uma série surpreendente com os princípios do dominó, entre outros, com apresentação também dos trabalhos de clientes contemporâneos, entre elas a Albertina da Rocha.

Serviço

Local: Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro – R. Primeiro de Março, 66 – Centro, Rio de Janeiro.

Visitação: 9/6 a 16/8. Diária (exceto às terças), 9h às 18h.

Link para agendamento: www.eventim.com.br

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