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Casa de Cultura do Parque prorroga ciclo expositivo com obras de Guto Lacaz e Lenora de Barros

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A Casa de Cultura do Parque estende o período de visitação às três exposições do ciclo expositivo vigente até dia 10 de outubro. A Galeria do Parque exibe a coletiva AR, com trabalhos em suportes variados de Guto Lacaz, Lenora de Barros e Wagner Malta Tavares e texto de Juliana Monachesi. O Projeto Gabinete recebe Sementes no Bolso, com obras inéditas de Marcelo Pacheco e texto de Fernanda Pitta e o Projeto 280 X 1020 expõe Paisagem, um desenho de grandes dimensões de Adrianne Gallinari. Todas as mostras têm direção artística de Claudio Cretti.

O encontro inédito de três artistas de gerações diferentes, mas com conexões que remetem à ludicidade em seu trabalho proposto pela Casa de Cultura do Parque, estabelece diálogos que ressaltam o ponto comum da ironia e da graça em sua produção, com alusões ao universo Pop, à diversão e à contemporaneidade.

A exposição coletiva AR apresenta trabalhos de Guto Lacaz, Lenora de Barros e Wagner Malta Tavares, que transitam por diversas linguagens como a instalação, fotografia e objeto. As obras convidam o público a se movimentar e interagir pelo espaço para ouvir, observar e explorar as peculiaridades de cada uma. “AR não é uma exposição retiniana. Som, vento, trabalho que se mexe. Essa é uma exposição que coloca o espectador em movimento.”, define o diretor artístico da Casa Cláudio Cretti .

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Guto Lacaz exibe os três livros infanto-juvenis Hell Cat, Reinações de Narizinho e Robinson Crusoe, que integram a série ELETRO LIVROS. Neles, o público é convidado a colocar em movimento detalhes das três publicações através de botões. “Não existe mutilação do objeto, mas duplicação ou amplificação de um elemento afetivamente escolhido para mover a página antes inerte. Esse ar engendra, em cada Eletro Livro, um novo enredo que prolonga a narrativa subjacente.”, pontua Juliana Monachesi.

Lenora de Barros exibe a Instalação sonora e performance vocal O QUE OUVE, 2020/2021 e fotoperformance XÔ DOR, 1993. Na primeira, o visitante escuta a voz da artista entoando um mantra com uma série de repetições e jogos de palavras, que o convida ao cuidado com o outro e com o mundo atual.

Os trabalhos de Wagner Malta Tavares dialogam com a presença ou a ausência de ar. Dois deles são acionados por energia elétrica, outro está submerso em água, com total falta de oxigênio e por último, a instalação inédita Banho de sol, 2021, desenvolvida para a Casa de Cultura do Parque, depende exclusivamente do ar. “Acho que o mundo muda porque a gente respira. Quando a gente nasce, inspira e passa a vida toda trocando com o mundo; nessa troca a gente se transforma.”, reflete Wagner Malta Tavares.

A Casa de Cultura do Parque tem como principal parceiro institucional o Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo), organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP), sem fins lucrativos, fundada em 2010. Idealizadas e promovidas por Regina Pinho de Almeida, as duas iniciativas são de natureza socioeducativa e comungam o mesmo ideal de ampliar acesso ao conhecimento em toda sua amplitude.

Serviço

Local: Casa de Cultura do Parque – Avenida Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 – Alto de Pinheiros – São Paulo.

Visitação: Até 10/10. Quarta a domingo, 11h às 17h.

Ingressos: Grátis.

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