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“Busão das Artes” circula pelas ruas do Rio a partir de 30 de novembro

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O pintor Paul Klee definiu arte como uma forma de “tornar visível o invisível”. A frase ganha outro sentido no “Busão das Artes”, na verdade um caminhão de 15 metros adaptado para receber experimentos interativos de abordagem científica e projetos de artes visuais, que começa a circular pelas ruas do Rio em 30 de novembro.

A idealização é do curador e criador interdisciplinar Marcello Dantas em parceria com o físico Luiz Alberto Rezende de Oliveira, ex-curador do Museu do Amanhã. O “Busão” é um projeto realizado por três mulheres: Renata Lima, que dirige a Das Lima Produções; e a dupla Lilian Pieroni e Luciana Levacov, da Carioca DNA.

A iniciativa apresenta duas vertentes: uma ambiental, que trata das bactérias e de seu papel em nosso ecossistema; e outra científica, que aborda nosso conhecimento sobre o organismo humano. E quem guia o visitante por esse universo tão rico e pouco explorado está invisível aos olhos: fungos e bactérias.

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Quem for ao “Busão” vai descobrir, com uma pitada de humor, que há mais de um quatrilhão de bactérias na Terra, dos quais 100 bilhões habitam o corpo humano, e 99,99% ainda sequer foram descobertas. Entre os pontos previstos de parada, estão a Praça Mauá, o Parque Madureira e a Praça Santos Dumont.

Ao falar de fungos e bactérias, o “Busão” traz a diversidade para o centro da discussão, partindo do próprio conceito da existência. Oliveira lembra que, até 1995, os biólogos pensavam que uma floresta era uma coleção de árvores e que os indivíduos árvores se definiam pela sua singularidade, independente de tudo que os rodeava. Hoje, a ciência assegura que há uma rede de fungos subterrânea que conecta os vegetais e transforma essa coleção em uma sociedade, de tal maneira, que as árvores mais velhas cuidam das mais novas e as saudáveis auxiliam as doentes. E isso vale para qualquer ser vivo, de acordo com o físico.

Quem for ao “Busão” poderá conferir, por exemplo, a mais completa biometria de um ser humano: a microflora do umbigo (mais identitária do que qualquer outra forma de tornar único um indivíduo). Ela está representada nas fotos do artista plástico Vik Muniz que, em parceria com o engenheiro biomédico Tal Danino, fez retratos bacteriológicos de personalidades brasileiras.

Já o artista Jaider Esbell (1979-2021), indígena da etnia Macuxi, apresenta a obra “A vida vem da luz invisível — Os povos que moram no nosso corpo”. Produzido especialmente para o “Busão”, com 120×140 cm, o trabalho faz alusão à constante metamorfose que é a vida.

Foto: Olivia Lopes Ghivelder.

Serviço

Datas: 30/11 a 24/2/22. 9h às 17h.

Visitas agendadas: 9h às 11h e 15h às 17h.

Ingressos: Grátis.

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