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Ailton Krenak debate literatura indígena no Clube do Livro on-line em 26 de maio

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A literatura indígena contemporânea é o foco do Clube do Livro do Sesc Vila Mariana, encontro online com a participação do ativista e escritor indígena Ailton Krenak e a mediação da poeta Lâmia Brito. A atividade acontece em 26 de maio, às 19h, pela plataforma Zoom e abre discussão sobre a obra Das Coisas que Aprendi (2019), do escritor indígena Daniel Munduruku. As inscrições para o encontro são gratuitas e estão disponíveis pelo portal inscricoes.sescsp.org.br.

Em “Das Coisas que Aprendi”, Daniel Munduruku reúne reflexões acumuladas em sua jornada como pensador, escritor, filósofo, indígena e contador de histórias. O livro, como define o autor, é “um passeio pela alma ancestral”, no entanto, não é uma obra hermética, mas sim uma possibilidade para reconhecer no presente a necessidade dos conhecimentos ancestrais. Daniel Munduruku é escritor indígena, graduado em Filosofia, tem licenciatura em História e Psicologia. Doutor em Educação pela USP e pós-doutor em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. Recebeu diversas premiações, como o Prêmio Érico Vanucci Mendes (2003) e o Prêmio Jabuti (2017).

A atual série do Clube do Livro traz à tona assuntos como ancestralidade, identidades, violências, perspectivas, testemunhos (coletivos e individuais), entre outros, em discursos estéticos carregados pela força da denúncia. O objetivo é refletir sobre a forma artística, com enfoque de gênero (histórias de vida de homens e mulheres indígenas), espacial (o ponto de vista de cada autor e autora em determinado lugar do país) e temporal (histórias e cenários que atravessam o tempo passado, presente e futuro). A edição final da série acontecerá em 30/6, no Teatro Antunes Filho, no Sesc Vila Mariana, com a participação do Ailton Krenak para a discussão do livro de sua autoria: “A Vida não é Útil” (2020).

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Ailton Krenak é um ativista indígena da etnia Krenak, fundou em 1988 a União das Nações Indígenas e, em 1989, o movimento Aliança dos Povos da Floresta. Atualmente, dirige o Núcleo de Cultura Indígena (Reserva Indígena Krenak, médio Rio Doce, MG).

Lâmia Brito formada em Letras pela Universidade Mackenzie, desde 2012 é coprodutora do Projeto Livrar, uma das fundadoras da Agência Cultural e Editora Lyra das Artes, e também dos projetos “Ninguém Lê”. Seu livro “Todas as funções de uma cicatriz” foi lançado em julho de 2017, pela editora Lyra.

Serviço

Plataforma Zoom.

Data: 26/5. Quinta, 19h.  

Classificação: Livre.  

Acesso: Grátis.

Inscrições:www.inscricoes.sescsp.org.br

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