[EXPOSIÇÃO] A Representação da Vida Através dos Cogumelos

[EXPOSIÇÃO] A Representação da Vida Através dos Cogumelos

Um dos convidados da 33a Bienal de São Pauloo artista espanhol Antonio Ballester Moreno (Madri, 1977) traz para o Brasil a instalação Vivam os Campos Livres e assina a curadoria de outras obras que poderão ser vistas pelo público a partir desta sexta-feira (7/09). 

A instalação é composta por grandes pinturas em quadros que ficam em volta dos milhares de cogumelos. As telas representam os diferentes elementos da natureza, como sol, chuva e terra. É a combinação de todos eles que dão origem aos cogumelos. Estes, por sua vez, simbolizam a vida. Uma curiosidade: os cogumelos foram feitos de barro por crianças de cinco escolas da cidade de São Paulo, junto a funcionários da Bienal.

 

Em entrevista ao site OBEIJO, o artista contextualiza a instalação e fala sobre a experiência de participar, pela primeira vez, da Bienal de São Paulo.

O artista e as pinturas que representam as árvores (Créditos: Vivian Masson)

 

ENTREVISTA//Antonio Ballester Moreno 

Por que a escolha da instalação Vivam os Campos Livres para compor a Bienal? 

Os cogumelos foram feitos por crianças de escolas de São Paulo e são feitos de barro, material que simboliza a vida. Do barro surge a vida. A ideia é contextualizar os elementos necessários para que os cogumelos cresçam. Esses elementos são a chuva, o sol, a lua e a terra. A ideia é de criação da vida.

Qual a importância desse projeto educativo, de colocar as crianças para contribuir com seu trabalho?

Gosto muito da ideia de introduzi-las no meu trabalho. Sempre falo em deixar a arte em um lugar que esteja de acordo com o entendimento das crianças. A “alta cultura” necessita de interpretações que as crianças não são capazes de fazer. Todas as crianças são criativas e isso é o que me interessa: falar de criatividade. Todos somos criativos, mas parece que a criatividade em si só diz respeito a certas profissões como arquitetos, artistas e designers. Mas na verdade qualquer pessoa pode ser criativa em qualquer profissão. O importante não é a técnica e sim a vontade de criar.

Fale um pouco sobre a experiência de participar da Bienal?

Pra mim é muito importante estar aqui, pois nunca participei de nenhuma Bienal antes. É um evento conhecido mundialmente e sua magnitude é enorme, estou muito feliz de estar participando.

 

O importante não é a técnica e sim a vontade de criar

 

Quais são seus próximos projetos? Já tem algum em andamento?

Os projetos mais imediatos incluem a inauguração de duas exposições em Madri, em galerias onde já trabalho, além da participação em um projeto educativo numa série de escolas. Algo que vai durar até o final do ano, também em Madri.

Pinturas que representam a chuva e a migração dos passáros (Créditos: Vivian Masson)

As estrelas representam criação no trabalho do artista (Créditos: Vivian Masson)

Representação do sol que gera vida aos cogumelos (Créditos: Vivian Masson)

33ª Bienal de São Paulo – Afinidades afetivas

Quando: De 7 de setembro a 9 de dezembro de 2018
Visitação: Terça, quarta, sexta, domingo e feriados, das 9h às 19h (entrada até às 18h); quinta e sábado, das 9h às 22h (entrada até às 21h) – Fechado às segundas
Local: Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera
Entrada gratuita

 

 

 

 

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