Xilogravura e umbanda se encontram nos trabalhos de Eduardo Ver

Eduardo Ver, Luz, 2011. Xilogravura (Créditos: Galeria Mezanino)

 

Mais do que olhar, é preciso investigar as xilogravuras do artista Eduardo Ver, 37. O paulista tem uma história curiosa. Dividia seu tempo entre trabalho, faculdade de artes visuais e skate quando em uma visita à Pinacoteca, apaixonou-se pelo trabalho do também xilogravurista Samico. Decidiu ali, como que em uma epifania, que queria tomar o mesmo rumo.

 

Eduardo Ver (Créditos: Reprodução/ Facebook)

 

Do insight até o reconhecimento passou muito perrengue. Ouviu a mãe questionar sua escolha -- "Ela achava que estava louco. Me dizia que depois de tanta dificuldade que a gente passou, não entendi porque eu estava fazendo aquilo" -- e o orçamento apertar -- "Pedi demissão e decidi me dedicar integralmente. Expliquei para minha namorada que ia visitá-la menos, mas ainda estávamos juntos".

 

Eduardo Ver, O Falo a Torre Exu é Mojuba, 2013

 

As dificuldades deram uma trégua e o artista expôs no Ceará em 2012 e na França em 2013. Atualmente, está com trabalhos na Bienal Naif, em cartaz no Sesc Piracicaba.

Devido à habilidade técnica e os temas trabalhados -- relacionada aos personagens e símbolos da Umbanda --  é muitas vezes chamado de "Samico atualizado".

 

 

(Créditos: Reprodução/ Facebook)

 

Eduardo Ver, Meu corpo meu templo território consagrado, 2013

 

Veja mais trabalhos de Eduardo Ver em: http://bit.ly/2eClRxH

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