Programação conta com diversas apresentações, oficinas, palestras

Entre os dias 23 e 31 de julho acontece no Centro de Referência da Dança de São Paulo e na Oficina Cultural Oswald de Andrade a 5ª Mostra Dança à Deriva - Mostra Latino Americana de Dança Contemporânea.

13 companhias e coletivos independentes do Brasil, Colômbia, Chile, Paraguai e México, somando aproximadamente 80 artistas.

A programação, pensada e estruturada com o intuito de contemplar obras autorais em diferentes formatos cênicos, traz, além de 20 espetáculos e intervenções artísticas, laboratórios de criação, vídeoarte, ‘conversatórios’ e ainda o 6º Fórum Dança e Sustentabilidade.

(Crédito:Divulgação/David Steck (‘Las ultimas cosas’ -enNingunlugar) )

Segundo Solange Borelli, articuladora cultural, também idealizadora e coordenadora da Mostra, “Dança à Deriva vem se configurando como um dos festivais mais inovadores na cena cultural paulistana e latino-americana, por primar pela captura das potencialidades de cada local, criando possibilidades de imersão coletiva e partilha de experiências dramatúrgicas e de modos de ser e fazer dança neste continente tão diverso e adverso”. 

Para ela, é urgente e necessária a aproximação de artistas de países vizinhos para “implodirmos as fronteiras dessa nossa latinidade e estabelecermos cumplicidades e vínculos políticos, éticos e poéticos”, complementa.

(Crédito:Divulgação/ Paola Bertholini / Mulher sem Fim)

PROGRAMAÇÃO

Espetáculos

//Centro de Referência da Dança

23/7 (segunda)
19h30

Abertura

Mulher sem Fim – Andréia Nhur & Katharsis Teatro (Sorocaba, São Paulo)

Mulher sem fim transita entre teatro, dança, música e performance. No solo, o gênero-mulher é apresentado a partir de um corpo constantemente trespassado por ecos de mulheres presentes nas memórias da cultura, que vão desde Madame Bovary, Lady Macbeth, Carmen Miranda até Dadá, a cangaceira.

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24/7 (terça)
17h

Solos de Rua – ...Avoa Núcleo Artístico (São Paulo/SP)

O trabalho inspira-se no texto manifesto "As Embalagens", de Tadeusz Kantor. Trata-se de um jogo coreográfico no qual os bailarinos e a lona se afetam mutuamente em espaços públicos de grande circulação, misturando-se à paisagem local. Não é possível saber ao certo o que emerge de dentro da multidão.

 

20h

Com La Boca Bien Abierta – Andante Danza Conteporánea (Bogotá/Colômbia)

O trabalho baseia-se nas reflexões sobre a violência que faz parte da nossa história passada, presente e muito seguramente futura; a violência que consentimos e aceitamos inconscientemente, culturalmente; a violência que parece natural, enraizada nos corpos e que se justifica, a violência de nosso silêncio.

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25/7 (quarta)
19h

Satisfação do Cliente – Quarta Parede Processos Contemporâneos (Caxias do Sul - RS) 

Espero que tenha público. Espero que me surpreenda. Espero que ninguém me explique. Espero que tenha dança. Espero que não seja chato. Não tenho expectativa. Eu espero que tenha peitos. Espero acrobacias. Eu espero que seja bom. Espero que tenha nu frontal. Eu espero que me ensine algo. Espero que tenha unicórnios. Eu espero que não chova. Espero que cantem e dancem. Eu só vim porque me convidaram. Espero por aplausos. Eu espero acabar para aplaudir? Eu espero que minha mãe prepare frango para o jantar hoje. Espero...

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20h

Indicios Despierta – InCorpo Compañia (Ibagué – Colômbia)

Entre confrontos, vícios, alter-egos, memórias, perseguições, amores e desgostos, sinais se tornam silêncio, numa caminhada de eventos, momentos e pistas que às vezes nos deixa o corpo. Quantos corpos temos? Indicações removem memórias que uma vez salvamos; outras vezes, silêncios que tanto nos perseguiram e certamente contemplamos.

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26/7 (quinta)

19h

Sardónico – Terser Cuerpo (Bogotá/Colômbia)

Uma tentativa convulsiva de recuperar uma voz interna e distorcer certas fachadas que projetam uma imagem diferente da nossa. “Sardónico” explora o riso como principal ferramenta para encontrar um estado corporal, no qual dois princípios antagônicos coexistem; um interno, autoconsciente, e o outro externo, dominante.

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20h

Cumulonimbus – Plataforma Mono (Chile)

Cumulonimbus são nuvens de grande desenvolvimento vertical, que produzem chuvas intensas e tempestades elétricas. Podem ser formados isoladamente, em grupos ou ao longo de uma frente fria. O trabalho explora a relação entre Ordem e Caos, e como esses dois estados nos dão sentimentos de vitalidade, criatividade, liberdade, ansiedade, estresse, claustrofobia ou estranhamento.

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//Oficina Cultural Oswald de Andrade

27/7 (sexta)

18h

Entre Tu y Yo – Tercer Espacio Colectivo Artistico (Asunción, Paraguay)

A peça tem ignição em situações cotidianas, levantando costumes e particularidades de uma relação de intimidade, levando em conta as necessidades de cada um e resgatando o valor de um - em e com - o outro.

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19h

Sílfide Transmutada – InCorpo Compañia (Ibagué/Colômbia)

A homossexualidade, o corpo feminino, androginia e a ruptura com a convencionalidade patriarcal. A transmutação. A linha tênue entre feminino e masculino. Reconstrução de outro corpo. Um corpo sem sinal. Um corpo real. Um corpo que toma a forma de água. Um corpo para a vida e mobilidade, não para regra e ordem.

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20h

Transferência – Andante Danza Contemporánea (Bogotá/Colômbia)

A peça apresenta uma cidade que administra uma dinâmica individualista e consumista em seu cotidiano, destruindo espaços para o livre desenvolvimento do ser humano, gerando seres isolados, estressados pelo dinheiro, violentos, egoístas, esgotados pelo tempo, intolerantes e sem consciência de um para o outro.

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(Crédito:Divulgação/ Gil Grossi/ Andar Ilha)

28/7 (sábado)

18h

Andar_Ilha Avoa! Núcleo Artístico (São Paulo – Brasil)

O coração viajante não se enraíza, antes quer ser braseira ambulante Matsuo Bashô. Um corpo no mundo tateia, com os pés, o caminho das pedras. Vive o intervalo entre suspensão e queda, o equilíbrio precário. Uma mulher oferta o seu próprio caminhar a um ritual: uma dança. Desvela trajetórias de vida inscritas no corpo, na arquitetura óssea, na cidade. É uma ilha, espaço lírico, rodeada de História por todos os lados.

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19h

Matéria Prima – Terser Cuerpo (Bogotá – Colômbia)

A peça aborda, através do exercício cênico, o fenômeno da produção e reprodução em massa gerado pelos processos de industrialização e urbanização, que vêm da segunda metade do século XIX. Neste caso, o corpo é a matéria-prima para a produção indefinida de um modelo humano caracterizado pela alienação de seu ser.

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20h

Corpo Sobre Tela – Marcos Abranches Companhia de Dança (São Paulo – Brasil)

Inspirado na vida e obra do pintor irlandês Francis Bacon, "Corpo sobre Tela" é um solo criado pelo bailarino Marcos Abranches, em parceria com Rogério Ortiz, que assina a direção artística. "Sou livre para o silêncio das formas, das cores na riqueza de pintar uma obra... Podemos colorir a maneira de pensar e ser mais felizes, pois somos a própria arte. Nossa sociedade trata o deficiente como um coitado. Se eu fosse me basear nesse pensamento, não colocaria meus pés para fora de casa. No meu espaço, não há sofrimento."

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29/7 (domingo)

das 10h às 14h / das 15h às 18h

6º Fórum ‘Dança & Sustentabilidade’

Fórum de discussão entre artistas e articuladores culturais dos países envolvidos na Mostra, que se propõem a aprofundar questões fundamentais da cadeia produtiva da dança, sobretudo no que se refere aos seus modos de atuação e configuração na cena cultural, e, consequentemente, sua sobrevivência.  Neste encontro, diretores e intérpretes de cada companhia colocam em pauta as políticas que regem seu fazer artístico, as políticas públicas de seus países e a forma como interagem com esses contextos adversos.

 

15h

Chulos – Dual Cena Contemporânea (São Paulo – Brasil)

Três Reis Magos peregrinam pelo mundo e profetizam o nascimento de um novo rei. Em meio à indiferença e a desesperança, testemunham o inusitado: o nascimento de palhaços que celebram e protegem o nascimento do novo que renova o mundo. “Chulos” encontra inspiração nas Folias de Reis para revelar fragilidades sociais escondidas sob o esplendor das festas populares brasileiras.

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30/7 (segunda)

18h

Mostra de Resultados Cênicos

Apresentação dos trabalhos desenvolvidos durante a Mostra, pelos participantes dos Laboratórios De Criação, sob a direção dos artistas que coordenaram as ações.

(Crédito:Divulgação/ Rolobombia/ Fragmento de Dos Cuerpos)


19h

Fragmento de Dos Cuerpos – InCorpo Danza Contemporânea (Ibagué – CO)

“Fragmento de dos cuerpos” fala da dor e a melancolia sofridas pelas vítimas do conflito armado na Colômbia. Por meio de uma linguagem poética, o solo procura encontrar as expressões mais sinceras do desespero e do barulho, cruzando sensações entre um corpo físico e um corpo interno que violou seus direitos sociais e humanos. 1

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20h

Las Ultimas Cosas – enNingúnlugar (México/Colômbia) 

A obra investiga as necessidades predominantes, incoerentes e caprichosas, que o ser humano apresenta diante da ideia do fim de sua consciência. O público está próximo das ações, desenvolvidas a partir de situações concretas que levam à improvisação e ao estabelecimento de conflitos a serem resolvidos coletiva ou individualmente, a partir dos objetivos que cada intérprete levanta.

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31/7 (terça)

18h

Mostra de Resultados Cênicos

Apresentação dos trabalhos desenvolvidos durante a Mostra, pelos participantes dos Laboratórios De Criação, sob a direção dos artistas que coordenaram as ações.


19h

Accidental Acidental – Pita Torres (Valparaiso/Chile)

O gatilho para a criação de “Accidental Acidental” é uma situação real não estabelecida ou planejada que permaneceu no arquivo de memória. Os corpos produzem um encontro para restaurar e reconciliar outro corpo. Conectam suas intensidades para estar com o outro, se tornarem essenciais, e gerar uma estrutura firme onde não há possibilidade de abandono; Se nos distanciamos, há um corpo que morre.

 

20h

‘A Balada da Virgem – Em nome de Deus’ – Cia Carne Agonizante (São Paulo – Brasil) – Espetáculo de Encerramento

“A Balada da Virgem – Em nome de Deus” se apóia na potente energia simbólica que representa Joana D’Arc - religiosa condenada à fogueira por heresia e depois celebrada como Santa e padroeira da França -, para falar de loucura, transgressão e opressão. O solo que traz noções de tempo e espaço alteradas, onde o real e o não real se confundem, serviu de ignição para Sandro Borelli se auto desafiar em sua constante busca por novas possibilidades coreográficas e trazê-lo de volta aos palcos, depois de quase 10 anos dedicados somente à direção de sua Cia Carne Agonizante, que celebra 20 anos em 2018.

(Crédito:Divulgação/  Alex Merino / A Balada da Virgem)

 

Para conferir a programação completa da mostra você pode clicar aqui! 

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