Principais fotojornalistas do país estão no Museu da Fotografia

"A Casa Zwabi", de André Liohn. Líbia, 2011-12 (Créditos: Divulgação / André Liohn)

 

O Museu da Fotografia apresenta Na Linha de Frente, exposição que reúne trabalhos dos principais fotógrafos brasileiros de conflitos armados. Em cartaz de 3 de outubro a maio de 2018.

Ao longo das últimas décadas, não foram raros os conflitos ao redor do mundo. Duas Guerras Mundiais, o interminável embate entre Israel e Palestina, além de confrontos emblemáticos em locais como Coreia, Irã, Vietnã, Congo, Angola, Líbano e Afeganistão.

Na maioria das vezes, a história que correu no front foi contada pelas lentes de fotógrafos norte-americanos, franceses e japoneses. Em nenhum desses episódios tivemos uma forte cobertura fotográfica brasileira. 

 

Da série "Faces da Guerra", de Felipe Dana (Créditos: Divulgação / Felipe Dana)

 

Com curadoria de Fernando Costa Netto, a mostra apresenta ao público mais de 70 registros de fotojornalistas ainda em atividade, como Mauricio Lima, vencedor do prêmio Pulitzer de 2016, e André Liohn, ganhador da Robert Capa Gold Medal, 2011.

“A não ser nas salas de cinema, nunca havíamos estado nas primeiras filas acompanhando uma batalha”, afirma o curador da exposição, que abarca ensaios sobre a produção brasileira de fotografia de guerra e suas nefastas consequências.

 

Da série "Manifesto Inequívoco", de Gabriel Chaim. Aleppo, 2013-15 (Créditos: Divulgação / Gabriel Chaim)

 

O público também será apresentado aos trabalhos de Yan Boechat, João Castellano, Felipe Dana e Gabriel Chaim – este último, fotojornalista que teve suas imagens da Síria e do Iraque exibidas durante duas turnês mundiais da banda irlandesa U2.

 

"Amamentação no Caos", de Maurício Lima. Fronteira Grécia - Macedônia, 2015 (Créditos: Divulgação / Maurício Lima)

 
“São registros surpreendentes, que entram pelos poros – infelizmente, nos tocam pela estupidez e dor. Através do olhar desses bravos brasileiros, temos acesso privilegiado a esses momentos da história, além da chance de poder refletir a respeito do que os leva a acontecer e o absurdo que representam”, completa Fernando.  

Os trabalhos selecionados para a exposição apresentam ao visitante olhares pouco convencionais sobre a guerra da Líbia durante a deposição do ditador Muamar Kadafi; a retomada de Mossul, cidade iraquiana que esteve sob domínio do Estado Islâmico.

A mostra traz ainda a vida em um campo de refugiados no norte do Iraque e também a destruição que tomou conta das cidades de Alepo e Kobani, na Síria, além do relato fotográfico da jornada de uma família que deixou o norte do país em busca de uma nova vida na Europa.

 

Da série "Uma Visão Independente", de Yan Boechat (Créditos: Divulgação / Yan Boechat)

 

O Museu da Fotografia Fortaleza está localizado na Rua Frederico Borges, número 545, em Varjota, Fortaleza. O horário de funcionamento é das 12h às 17h, de quarta a sábado. Para saber a programação completa, siga o Museu nas Redes Sociais.

 

Da série "Sonhos", de João Castellano. Iraque, 2017 (Créditos: Divulgação / João Castellano)

 

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