#NOVASS: Beco CINZA, Luisa Strina cria feira e coletivos na PARTE

Depois de muito tralalá, bafafá e delação, #NOVASS aterrissa em 2017. Nessa semana, pós-SP-ARTE, temos novidades sobre o mercado e provocações que podem ajudar em um debate mais aprofundado sobre o episódio em que um morador da Vila Madalena apagou grafites no Beco do Batman.

Muita coisa boa e polêmica, hein?! Boa leitura.

 

+ Nova feira de arte em São Paulo

Luisa Strina (Créditos: SP-Arte)

 

São Paulo vai ganhar uma nova feira de arte. O evento, comandado pela galerista Luisa Strina, ocorre no Hotel Unique, em 7 de agosto. Em conversa com O Beijo, Luisa disse ainda não ter definido o número de galerias participantes.

 

+ Coletivos e grupos de artistas na Feira Parte

Tamara Perlman, Carmen Schivartche e Lina Wurzmann, fundadoras da Feira de Arte Contemporânea Parte (Créditos: Leila Fugii)

 

Em sintonia com as mudanças no mercado de arte, a PARTE passa a admitir em 2017 candidaturas de coletivos e grupos de artistas. Tamara Perlman, uma das fundadoras da feira, conta que a ideia é trazer diversidade e novas estruturas de organização para o evento. "Não precisa ser necessariamente um grupo que já existe, o que a gente quer é um proposta que tenha um fio condutor, uma unidade, um pensamento".

A Parte ocorre de 8 a 12 de novembro de 2017. As submissões de propostas devem ser feitas no site do evento, na seção Área do Expositor

 

+ O muro cinza do Beco do Batman: é possível ir além da polarização?

Um dos grafites apagados no Beco do Batman (Créditos: Reprodução/ Facebook)

 

A discussão sobre arte de rua na capital paulista continua quente. O bafafá do dia é o vídeo que a fotógrafa Schlo OO publicou na sua página no Facebook.

Nesse, o aposentado João Batista da Silva pinta o muro de sua casa de cinza. A atitude do morador, é, para muitos internautas, um reflexo do programa Cidade Linda e da ideia de que se deve controlar o grafite e acabar com a pichação.

Em tempos de polarização, a relação levantada parece perfeita, porém, parece que a história não é bem assim, há mais atores e pontos a serem discutidos. 

Em conversa com O Beijo, o artista, grafiteiro e galerista Enivo contou que "seu João" é solidário aos artistas de rua, mas que, no entanto, tem ficado bastante incomodado com a ocupação do lugar que, mais serve ao mercado, do que aos moradores.

"As pessoas fazem comercial lá, usam o muro dele, e nem falam com ele. A transformação do Beco em uma espécie de praça também alterou muita coisa, o fluxo de pessoas aumentou. Essa mudança não foi discutida com os moradores. Os postes instalados também tiveram impacto na rotina. Muita gente sai da balada e vai pro Beco de madrugada. Faz barulho, conversa alto".

O grafiteiro não nega a possível influência do Cidade Linda, "muita gente tem a TV como principal fonte de informação, então absorve isso", mas faz uma provocação: "eu uso a tinta para me expressar, ele fez parecido, mas com o cinza, usou o cinza para protestar". 

Jerry Bastista, grafiteiro que teve sua intervenção poupada pelo morador, engrossa o coro. "Conheço ele há 17 anos. Sempre foi gentil com a gente. O que ele fez foi um protesto. Já foi tudo conversado e amanhã vamos renovar os grafites".//

Atualizado em 11 de abril, às 19h21.

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