WARPAINT - Integrante conta processo de produção da banda

(Créditos: Reprodução/ Facebook)

 

A banda californiana Warpaint foi formada em 2004 por Emily Kokal e Theresa Wayman (ambas guitarra e voz), Jenny Lee Lindberg (baixo) e, posteriormente, teve a entrada de Stella Mozgawa (bateria). Com uma mistura de dream pop indie rock , elas definem o próprio som como “psicodelic melodramatic popular song” (música popular psicodélica melodramática, em tradução livre).

Com um EP, Exquisite Corpse (2008), e três álbuns, The Fool (2010), Warpaint (2014) e Heads Up (2016), a banda ganhou notoriedade após seu primeiro CD, passando a integrar a line up de grandes festivais como Lollapalooza, Coachella e Glastonbury.

A banda veio para o Brasil em 2011 para a Festa Mixtape Multishow e, de maneira inesperada, teve shows anunciados na instalação The Art of Heineken com menos de uma semana de antecedência. 

As apresentações aconteceram no Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP) nos dias 3 e 4 de fevereiro e fazem parte da turnê do terceiro álbum, lançado em setembro do ano passado.

Conversamos com a baixista Jenny Lee Lindberg sobre o processo de criação das novas músicas, momentos marcantes para a banda e como elas se vêem nessa nova fase.

 

 

“Nós estamos mais fortes como banda”, disse ela em relação a apresentação feita no Brasil em 2011. “O público deve esperar de nós shows mais longos e mais harmônicos. Temos um repertório maior para escolher e gostamos de pegar um pouco de cada álbum. Agora também nós quatro cantamos e nos posicionamos no palco como em linha reta”.

 "É importante para nós que o público sinta que faz parte de algo e para nós as coisas são de certa forma novas também, nós ficamos jamming, ou seja, improvisando e curtindo, para que as coisas se mantenham novas e empolgantes. Nós nunca fazemos o mesmo show.”

Assim como as apresentações, a criação de Heads Up foi diferente. “Estávamos acostumadas a improvisar e utilizar repetições quando nos reuníamos. Ao invés de ficarmos tentando supor ou idealizar como a música deveria ser, trabalhamos em uma ideia inicial e a repetimos exaustivamente até que aparecesse a continuação ou a letra. A ideia começava a ganhar forma para o que seria uma canção, mas esse processo era muito cansativo para nós, a gente não estava gostando.”

Jenny disse que para o novo álbum as coisas aconteceram muito rápido. “Essa foi basicamente a nossa quarta experiência em estúdios, então a gente sabia melhor o que fazer, como fazer, o que poderia funcionar e como tomar conta dessa situação. A gente soube como escolher as nossas ferramentas e quando era hora de recuar para o que seria melhor para a banda. As vezes pessoas não concordam, mas é importante saber quando deixar a ideia do outro prevalecer e confiar nisso".

 

"Nós somos uma banda por um motivo e confiamos muito nos gostos umas das outras”

 

A baixista ainda contou que compunham como se cada música estivesse em uma caixa, onde uma integrante criava uma melodia, a outra a letra e uma terceira unia esses dois elementos. Com a participação de todas elas, cada uma com seus instrumentos e ferramentas, encheram uma "estante" que viria a ser Heads Up.

Além do curto espaço de tempo que tiveram, a mixagem foi a parte mais difícil na união de todas essas informações. Ao todo foram 3 meses para a produção do álbum e menos de duas semanas para mixá-lo. “Em algum momento passamos mais de 24 horas trabalhando nisso, e é quando se perde o foco no que se está fazendo, então essa foi de fato a parte mais difícil”.

Ao final dos dois shows, as integrantes do Warpaint pediram para que sejam chamadas para tocar no Brasil mais vezes, em eventos maiores ou menores. Aguardemos.

 

 
 
 
 
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