Frei Betto apoia o nu na arte

(Créditos: Divulgação/Carlos Cecconello)

 

O escritor e frade dominicano, Frei Betto publicou no veículo O Globo, o artigo Retrocesso Brasil: a arte em risco em defesa do nu na arte. O vencedor do Prêmio Jabuti ("Batismo de Sangue", 2005 e "Típicos Tipos – perfis literários") questionou "Qual é o limite da expressão artística?".

Frei Betto afirmou que a arte é "transgressora por natureza", "nos faz pensar" e é "o espelho que reflete o nosso inconsciente". Em outro momento questionou se as tragédias gregas devem ser proibidas nas escolas ou queimadas em praças públicas por retratarem incestos, feminicídios e homossexualidade.

+ Somos todos MAM: Entenda o que está acontecendo

O frade cita diversas manifestações de arte espalhadas por museus ao redor do mundo, e que importantes no universo de arte. Cita inclusive, a decisão do Papa João Paulo II (1920-2005) de restaurar a arte original do Juízo Final, obra de Michelangelo na Capela Sistina - segundo ele,  "a hipocrisia da inquisição obrigou o pintor Daniel de Volterra a cobrir todos eles"

+ Senador José Aníbal presta apoio à exposição no MAM

Durante a sua trajetória, Frei Betto recebeu vários prêmios por sua atuação em defesa dos direitos humanos e a favor dos movimentos populares. Também foi preso durante a ditadura militar, e após sair da prisão trabalhou até o final da década de 1970 construindo Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) na Arquidiocese de Vitória (ES). Na década de 1980 veio para São Paulo trabalhar como assessor da Pastoral Operária em São Bernardo do Campo.

Comentários
Escola Entrópica no Instituto Tomie Ohtake Museu de Arte Moderna de São Paulo