Exposição mistura poemas com luz

(Créditos: Stephanie Ramos/O Beijo)

 

A palavra fotografia, vem do grego photographia, ou escrever com a luz, em livre tradução. E é isso que fazem Arnaldo Antunes, Fernando Laszlo e Walter Silveira no projeto Luzescrita. A iniciativa que surgiu no início dos anos 2000 misturando poesia e luz, ganha exposição no Espaço Cultural Porto Seguro.

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Originalmente pensado para se tornar um livro, o projeto transformou-se em uma exposição itinerante após a sugestão do curador Daniel Rangel, que enxergou o potencial do trabalho. Luzescrita já rodou Salvador, Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília, a FLIP e até Portugal.

 

Fernando Laszlo, Walter Silveira, Arnaldo Antunes e Daniel Rangel (Créditos: Denise Andrade)

 

Rangel contou durante a entrevista coletiva da mostra, que ela "foi ficando pronta" conforme os anos. A cada exibição do projeto, outras fotos e ideias iam surgindo e sendo encorporadas para a exibição seguinte.

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"Estamos em processo constante, descobrindo maneiras de escrever com a luz" disse Arnaldo Antunes, sobre as criações do grupo que envolvem vídeos, objetos, fotografias e instalações.

A mostra apresenta cerca de 60 trabalhos divididos em duas partes: sala Clara e sala Escura. A primeira, mostra o trabalho fotográfico das obras na parede. A segunda é quase um backstage, onde grande parte das obras que apareceram nas fotos se iluminam na escuridão dos espaços.

O visitante entra em uma espécie de labirinto ao percorrer vários corredores - entre eles um com música que fala sobre luz. Em outro momento, ao entrar em uma sala preta, flashes são disparados na direção do espectador.

 

(Créditos: Stephanie Ramos/O Beijo)
Arnaldo Antunes (Créditos: Denise Andrade)

 

(Créditos: Stephanie Ramos/O Beijo)

 

Fernando Laszlo, Arnaldo Antunes, Augusto de Campos, Walter Silveira e Daniel Rangel (Créditos: Denise Andrade)

 

É importante ressaltar a transição da fotografia analógica para digital, durante a exposição,  já que com a tecnologia das câmeras e programas como Photoshop, as fotos passaram a demorar menos tempo para ficarem prontas. "Não temos nenhum preconceito com os novos meios de tecnologia", deixa claro Antunes.

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A exposição espera conquistar diversos públicos através de sua arte, e até o público mirim. "Crianças gostam bastante da exposição, principalmente por sua forma lúdica" diz o curador da exposição, que arrisca ser pela linguagem fácil das poesias e as criações da sala escura. Um catálogo sobre a exposição irá ser lançado até o final de junho.ral

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