Confira 4 programas pra curtir no Dia da Consciência Negra

Desde 2003, o dia 20 de novembro homenageia um dos maiores líderes da luta contra a escravidão de negros no Brasil, Zumbi dos Palmares. O Dia da Consciência Negra, aniversário da morte do quilombola, propõe uma reflexão acerca da situação desse grupo na sociedade atual. 

Em homenagem aos milhares de negros violentados verbal e fisicamente no Brasil, o feriado é uma data para celebrar sua luta e promover encontros de conscientização. O Beijo reuniu 4 eventos que ocorrerão no domingo para todos fazerem parte da celebração. Confira:

 

Teatro Itália

(Créditos: Thiago Borba)

O mais brasileiro de todos os ritmos reestreia em O Fino do Samba, do diretor baiano, Kleber Borges Sobrinho. O musical, escrito por Elísio Lopes Jr., propõe ao público uma viagem pelo melhor do gênero, enquanto conta, através das músicas, as histórias de cada um dos personagens. O espetáculo fica em cartaz de 4 de outubro a 24 de novembro, com ingressos a R$ 20. A peça reúne canções famosas de Paulinho da Viola, Paulo Cesar Pinheiro, Benito de Paula, Caetano Veloso e Agepê.

 

Teatro do Sol

(Créditos: Renato Rebizzi)

O Grupo Gattu resolveu contar a história de Cinderela de um jeito diferente. O conto escrito pelo francês Charles Perrault em 1697 ganha uma adaptação com uma protagonista negra, além de uma trilha sonora inusitada, com hip hop e rap. “Nossa intenção com esta montagem é mostrar a importância da convivência com as diferenças e a diversidade humana, sempre de forma leve e bem humorada”, comenta Eloísa Vitz, responsável pela adaptação e a direção. O espetáculo fica em cartaz de 3 de setembro a 27 de novembro, com entrada gratuita.

 

Museu da Imagem e do Som

Dona Ivone Lara (Créditos: Divulgação)

Com entrada gratuita, MIS promove uma apresentação do espetáculo 100 anos de samba, que conta a história do samba no Brasil desde as primeiras composições. O repertório da apresentação foi selecionado exclusivamente para o evento, passando por sambas de raiz, de terreiro, de roda e até sambas-enredo. Donga, Jackson do Pandeiro, Dona Ivone Lara, Dorival Caymmi, Chico Buarque, Nei Lopes, Leci Brandão, João Nogueira e Assis Valente são alguns dos autores presentes nas canções do musical. O show acontece às 18h.

O público ainda provará pratos típicos da Bahia na barraca Tabuleiro das Meninas, que trará no cardápio acarajé, caldinho de sururu, cocada da Ilha de Itaparica e outras delícias. Das 11h às 19h, os visitantes podem conferir exposições como Frida Kahlo - Suas fotos, Escola de HistóriasCaos on CanvasArcanos UrbanosMigrações 330. Excepcionalmente neste dia, todas serão gratuitas

 

Museu Afro Brasil

Exposição do acervo do Museu Afro Brasil (Créditos: Nelson Kon)

Durante todo o dia 20, o Museu promoverá shows e uma visita temática com duração de 1h15, com grupos de 5 a 20 pessoas, respeitando a ordem de inscrição e/ou chegada. A programação tem entrada gratuita.

11h00Lançamento do livro Tornar-se Escravo no Brasil no século XIX - Coleção Ruy Souza e Silva
O livro reúne fotografias, documentos e gravuras que abordam a situação do negro durante o século XIX que fazem parte do acervo de Ruy Souza e Silva. Colaborador de exposições do Museu Afro Brasil e doador de livros raros para a biblioteca da instituição, o colecionador possui uma vasta coleção particular e foi curador da exposição "Brasilianas" no Itaú Cultural.

11h30Os Escolhidos.
Com integrantes da República Democrática do Congo e Angola, o repertório do grupo inclui músicas tradicionais do Congo e Angola cantadas em kikongo, lingala e swahili, além de canções autorais em português.

12h30Mestre Limãozinho e Professora Rose, Grupo Limão Rosa
Um dos grandes nomes do samba de roda, Mestre Limãozinho fará uma apresentação com sambas de roda e músicas tradicionais da capoeira. 

15h00Visita temática Resistir para viver: História, Memória e Arte
O Núcleo de Educação do Museu Afro Brasil realiza uma visita mediada por meio de roteiro que enfatizará as interlocuções entre as artes visuais e as relações raciais. Os visitantes serão provocados a pensar sobre a resistência da população negra no campo artístico brasileiro.
 

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