Peça retrata situações-limite entre médica e paciente

Estrei no dia 14 de maio o espetáculo Vocês Que me Habitam, de Gustavo Colombini e Erica Montanheiro, encenado pelas atrizes Ana Elisa Mattos e Joyce Roma.

 Peça fica em cartaz até o dia cinco de junho no Teatro de Contêiner

Crédito:(Divulgação/Rafael Ianni)

Em um consultório, o encontro de uma mulher e uma médica se torna o disparador da revelação de situações limite. Suas memórias emergem, trazendo à tona relações familiares e desejos de liberdade frente às regras de uma sociedade patriarcal.

Vocês que me habitam pretende convocar um outro tempo. Um tempo capaz de dar a possibilidade de nos vermos, ouvirmos e lermos essas pequenas histórias de mulheres que instauram um tempo da delicadeza – um lugar que agora talvez não exista, mas que insistimos – enquanto ato político – em fazer emergir.

É uma forma de resistir, de dizer ao país que nosso corpo é nosso, que nosso útero é só nosso, que somos um ajuntamento de mulheres fortes – e ao mesmo tempo, sensíveis - que juntas podem mais, que juntas não se julgam, que se perdoam, prontas para a revolução dos afetos.

Será que ainda é possível chorar de um jeito bonito?

Crédito:(Divulgação/Rafael Ianni)

A linguagem do Melodrama foi escolhida por criar uma dramaturgia cênica capaz de prender o interesse do espectador sobre a narrativa, enquanto o texto passeia por campos poéticos e por uma ordem não-cronológica dos acontecimentos, fragmentos de memória e um plano de reconstituição dos fatos da vida de uma mulher.

O corpo como disparador de situações, a imagem corporal como suporte para os estados que as atrizes devem acessar, a sustentação da emoção e a suspensão dos tempos melodramáticos.

Estes elementos servem como estrutura para a composição das cenas e alicerce para as atrizes. A ambiência sonora e as partituras corporais fazem parte desta linguagem, ora impulsionando os estados, ora propondo uma oposição.

Crédito:(Divulgação/Rafael Ianni)

'Somos muitas, temos infinitas camadas e queremos fazê-las emergir para o público através de uma dramaturgia que faça ecoar nossas vozes. '

Os acontecimentos retratados na peça falam de momentos vividos por muitas mulheres dentro de uma sociedade estruturada sob o olhar do patriarcado.

Outros, evocam as crianças que um dia fomos, sempre dispostas a brincar e acreditar que é possível ser o que se queira ser.

  • Teatro de Contêiner Mungunzá - Rua dos Gusmões, 43 - Santa Efigênia, São Paulo
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  • 14/05/2018 a 05/06/2018
  • Segundas e Terças, às 21h.
  • R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada) e R$5 (para moradores da região)
  • 16 anos.
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