"Sinthia" retrata a transgeneridade durante a Ditadura Militar

A obra conta com Denise Weinberg e Virgínia Buckowski no elenco (Créditos: Lenise Pinheiro)

 

A Velha Companhia faz curta temporada do premiado espetáculo Sinthia no Sesc Pompeia entre os dias 20 e 22 de abril. Com Denise Weinberg e Virgínia Buckowski, a obra é baseada num episódio da vida do autor e diretor Kiko Marques. A peça conta a história de Vicente e sua mãe, a espera que seu bebê nasça menina. O desejo não é concretizado, mas, ao longo da vida, o menino se entende como mulher transgênero. 

Kiko nasceu em 31 de março de 1965, um ano após o golpe que depôs o presidente João Goulart. Seu pai era oficial da Polícia Militar do Rio de Janeiro e sua mãe esperava muito que, de sua gravidez, nascesse uma menina. Após o nascimento de Marques, a mulher se viu totalmente sem refúgio nesse mundo machista. Pensando em como seria se a vontade da mãe se tornasse realidade, caso ele fosse uma mulher, criou o texto que aborda o paradigma da repressão como forma de amor e a questão da identidade de gênero.

O espetáculo traça a história de Maria Aparecida e seu caçula Vicente, desde seu nascimento em 1968 até o Natal de 2013, quando se apresenta à família como Sinthia. A produção fala das transformações necessárias e da incapacidade de aceitarmos o novo. "Matamos aquilo que não entendemos", descreve o diretor. 

 

 

  • Sesc Pompeia - Rua Clélia, 93 - Pompéia, São Paulo
    (11) 3871-7700
    + Ver mapa
  • 20/04/2018 a 22/04/2018
  • Sexta e sábado, às 20h. Domingo, às 18h
  • R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia) e R$ 6,00 (carteirinha do Sesc)
  • Classificação: 14 anos.
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