Peça aborda bullying e violência nas escolas

No dia 16 de maço o Centro Cultural São Paulo (CCSP) estréia a peça Punk Rock pela Cia da Memória, com direção de Ondina Clais e Ruy Cortez. 

Simon Stephens, autor da dramaturgia, aborda o contexto pré-vestibular e os conflitos muitas vezes presentes dentro do ambiente escolar.

Bullying, violências e o processo de afunilamento social gerado pelo vestibular, faz críticas ao elitismo do ensino, as disputas entre os vestibulandos. 

 

Crédito: (Divulgação/Danillo Anastácio)

 

É a primeira vez que o texto de montagem no Brasil e sobre ele, Ondina Clais comenta: “É preciso dar vazão à potência do texto de Simon e o que ele nos diz sobre a contemporaneidade e sua respectiva construção do sujeito social. Ainda que o bullying seja identificado como o principal motivo para a execução de massacres, não temos efetivamente políticas e diretrizes unificadas de identificação desses casos e métodos para lidar com essa questão a tempo, antes que outras tragédias aconteçam. Precisamos fomentar projetos nesse sentido, precisamos entender isso como uma questão de saúde, educação e segurança. ”

Relembrando as ocupações dos secundaristas João Vasconcelos, um dos atores da montagem, diz: “Falar sobre a educação é fundamental em tempos de inversões, que não só freiam avanços, mas que também causam retrocessos no Brasil. O memorável levante dos secundaristas e a ocupação por todo o país provam que os jovens não estão de acordo com a estrutura educacional e com a forma de se produzir – ou não – pensamento. Como estamos formando os cidadãos? O que o mundo contemporâneo propõe para o futuro sob a ótica das relações humanas? ”

Ruy Cortez comenta que: “Levar ao palco essa temática é a possibilidade de o teatro irromper em cena aquilo que não pode acontecer no tecido do real. A peça, enquanto texto, direção e concepção e interpretação de maneira nenhuma faz apologia, incentiva ou apoia esse tipo de comportamento último. Ao contrário, toda a cautela do projeto é para constituir um discurso contra o ódio e a intolerância, frisando a importância das boas relações, da empatia, do respeito às diferenças e do amor ao próximo”

 

Crédito: (Divulgação/Danillo Anastácio)

 

A cenografia proposta por Juliana Lobo tem o aprisionamento e o confinamento como conceito. Um espaço pequeno e minimalista que busca enfatizar as personagens, com poucos objetos pontuais para tornar o ambiente impessoal.

O espaço cênico é composto por um fechamento retangular de plástico translúcido - permite à encenação destacar, isolar, aprisionar, segregar, confinar, expor, reunir, aproximar e libertar falas, corpos, pensamentos e subjetividades. 

 

  • Centro Cultural São Paulo (CCSP) - Rua Vergueiro, 100 - Paraíso, São Paulo
    (11) 3397-4002
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  • 16/03/2018 a 08/04/2018
  • Sexta e sábado: 20h. Domingo: 19h.
  • R$ 20 (inteira) e R$10 (meia).
  • Classificação indicativa: 16 anos
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