Humor ácido e clássico: "Apareceu a margarida" está em cartaz

Marília Medina interpreta Dona Margarida (Créditos: Reprodução / Bruno Garcia)

 

Apareceu a margarida está em cartaz na Caixa Cultural São Paulo. Em curta temporada, de 6 a 16 de abril, o espetáculo será apresentado de quinta a domingo e os ingressos são gratuitos.

O texto do dramaturgo Roberto Athayde, escrito em 1973, é um dos clássicos da dramaturgia brasileira. Teve uma primeira montagem de sucesso com direção de Aderbal Freire-Filho e Marília Pêra no papel-título.

Em crítica a primeira apresentação do espetáculo, Yan Michalski disse que "Dona Margarida afirma insistentemente querer o nosso bem: 'D. Margarida é uma segunda mãe para vocês'. Mas os métodos de que ela se vale para levar-nos ao paraíso do saber e da boa educação são tão ilógicos e neuróticos que nos sentimos dominados por uma força cega e onipotente, contra a qual não adianta reagir - e, aliás, ela não nos deixa a menor chance de reação. À medida que a aula progride, acabamos mergulhando numa sensação de terror diante do processo irracional do qual estamos sendo passivos objetos, vítimas e hipotéticos - mas implausíveis-futuros beneficiários".

 

Marília Pêra como Dona Margarida na primeira montagem da peça (Créditos: Reprodução)

 

Quando veio ao mundo, o texto apresentava uma professora que defendia os valores da Ditadura Militar. Passados mais de 30 anos, o texto volta a ser encenado destacando outras formas de repressão como os padrões comportamentais, a ditadura estética, a onipresença das grandes corporações e a solidão urbana.

A professora Margarida, uma mulher que esconde outras camadas por trás de sua figura aparentemente ameaçadora, continua a cativar o público neste monólogo de humor ácido que você não pode perder.

 

  • Caixa Cultural São Paulo - Praça da Sé, 111 - Centro, São Paulo
    (11) 3321-4400
    + Ver mapa
  • 06/04/2017 a 16/04/2017
  • Quinta a domingo: 19h15.
  • Entrada gratuita.
  • Classificação: 14 anos.
Comentários
Escola Entrópica no Instituto Tomie Ohtake Museu de Arte Moderna de São Paulo