Grupo Galpão ganha programação especial no Itaú Cultural

Romeu e Julieta, encenado em 1991, com direção de Gabriel Villela (Créditos: Reprodução/ Acervo do Grupo Galpão)

 

De 31 de março a 5 de abril, o mineiro Grupo Galpão invade o Itaú Cultural para contar um pouco de sua história, através de conversas com o público e apresentações das últimas peças do repertório da companhia. 

O grupo nasceu em 1982, em Belo Horizonte, fundado por  Teuda Bara, Eduardo Moreira, Wanda Fernandes e Antônio Edson. Desde de sua criação, já estreou mais de 35 espetáculos, passando por 41 festivais internacionais e 70 nacionais, além de faturar mais de 100 prêmios. Uma de suas tradições é a passagem de consagrados diretores convidados, como Fernando Linares, Paulinho Polika, Eid Ribeiro, Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Paulo José, Paulo de Moraes, Yara de Novaes, Jurij Alschitz e Marcio Abreu.

Com uma linguagem que mistura o popular e o erudito, a tradição e a contemporaneidade, o teatro de rua e o palco, o universal e o regionalismo, o Galpão se tornou uma das companhias mais importantes do cenário teatral brasileiro.

Toda a programação é gratuita e com interpretação em Libras. Confira:

 

Teuda Bara (Créditos: Divulgação)

Camarim em Cena: Teuda Bara

Mediada por Valmir Santos, a conversa com uma das fundadoras do grupo ocorre no dia 31 de março às 16h. O encontro reunirá histórias dos bastidores das produções, bem como da trajetória da artista.

Teuda começou sua relação com o teatro aos 20 anos, na Faculdade de Ciências Sociais na Universidade Federal de Minas Gerais, onde fazia um teatro-jornal desenvolvido por Augusto Boal. A partir desse contato, ela decidiu abandonar a faculdade no terceiro ano e começou a sua carreira com o diretor Eid Ribeiro. No início dos anos 1980, participou do que seria o embrião do Galpão: uma oficina de teatro comandada por George Froscher e Kurt Bildstein, do Teatro Livre de Munique. Além dos espetáculos com o grupo, atuou em trabalhos como K.À., do Cirque Du Soleil, Menino Maluquinho, de Helvécio Ratton, O Palhaço, de Selton Mello, e a novela Meu Pedacinho de Chão, de Luiz Fernando Carvalho.

 

Nós

Dirigido e escrito por Marcio Abreu, o espetáculo coloca no palco os membros da companhia reunidos para compartilharem de um último jantar. O encontro se torna um debate e questões do mundo contemporâneo, como a intolerância, a violência e a diversidade, são colocados à mesa. A 23ª montagem do grupo é baseada em suas mais de três décadas de existência e se apresenta nos dias 1, 2 e 4 de abril. Sábado e terça-feira, às 20h, e domingo, às 19h.

(Créditos: Guto Muniz)

 

Doida

No dia 5 de abril, quinta-feira às 20h, Teuda Bara e Admar Fernandes dividem a cena no espetáculo dirigido por Inês Peixoto. A peça gira em torno da personagem que mora em uma casa abandonada e sempre responde furiosa às provocações das crianças. A  produção aborda a loucura, inspirada em uma obra de Carlos Drummond de Andrade e na observação de pessoas reais presentes em ruas e sanatórios. Após a apresentação, Bara convida o público para um bate-papo sobre a peça. 

(Créditos: Eduardo Moura)

 

  • Itaú Cultural - Avenida Paulista, 149 - Bela Vista, São Paulo
    (11) 2168-1777 / (11) 2168-1776
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  • 31/03/2017 a 05/04/2017
  • Confira a programação.
  • Entrada gratuita. Os ingressos serão distribuídos com uma hora de antecedência.
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