Etnias e Resistência no Boteco da Diversidade

Precursor do Hip Hop no Brasil, Nelson Triunfo conta as histórias dos bailes black em São Paulo (Créditos: Divulgação)

 

Neste sábado (4/11), às 20h, a edição mensal do Boteco da Diversidade levanta um debate sobre as vivências que cotidianamente revelam a urgência do combate aos racismos presentes na cultura brasileira - tanto na perspectiva negra, quanto na indígena. Por isso, o tema de novembro, Etnias em Resistência, convida a índia e poeta Márcia Wayna Kambeba, o grupo Brô MC’s, das aldeias Jaguapirú e Bororó (Dourados-MS), o "pai do Hip Hop", Nelson Triunfo, entre outras atrações. 

A Cia. do Sal apresenta a performance Macacos, monólogo interpretado pelo ator Clayton Nascimento. O enredo gira em torno do relato de um homem negro em busca de respostas para o racismo. “Este é um problema estrutural que se perpetuou pela história e está presente na educação, política, segurança pública, cultura, saúde e também nas relações sociais. Ainda que seja um problema de nível estrutural, é importante lembrar que ações no campo individual também perpetuam o racismo na sociedade”, destaca Aline Ramos, jornalista, idealizadora do blog ‘Que nega é essa?’ e colunista do Buzzfeed, que também participa do evento.

O coletivo Zona Agbara, composto por Fabiana Pimenta, Dandara Gomes, Luciane Barros e Gal Martins, apresenta a performance "O Que Eu Costumo Engolir" (Créditos: Divulgação)

 

Outra convidada é a cantora Ellen Oléria, que faz um pocket show do álbum Afrofuturismo. Neste trabalho, a artista brasiliense combina ritmos brasileiros como o samba, o forró, o carimbó, o afoxé, o maracatu com os timbres e arranjos contemporâneos que apontam para um encontro urbano de identidades e discurso do protagonismo das comunidades negras no Brasil.

 

A cantora brasiliense Ellen Oléria aprensenta o novo trabalho "Afrofuturismo" (Créditos: Helen Salomão)


Já a índia e poetisa Marcia Wayna Kambeba realiza uma leitura de poemas de sua autoria, enquanto o Brô MC’s, das aldeias Jaguapirú e Bororó (Dourados-MS), e Kunumi MC, da aldeia Krukutu (SP) se reúnem para cantar, em português e guarani, o seu cotidiano a partir do rap.

Márcia Wayna Kambeba, do povo Kambeba do Amazonas, é escritora, poeta, compositora, fotógrafa, contadora de história e atriz. Como professora, leva arte e informação como resistência e manutenção da ancestralidade do ser indígena na aldeia e na cidade. (Créditos: Carlos Araújo)

 

O Boteco da Diversidade é um projeto que existe desde fevereiro de 2017, com a iniciativa de ampliar a visibilidade política e artística de ações e assuntos vinculados à diversidade cultural e à defesa dos direitos humanos. Em suas edições passadas, trouxe artistas, ativistas e formatos inéditos a cada edição, abordando os seguintes temas:  Visibilidade Trans (fevereiro); Feminismo (março); Masculinidades (abril); Prostituição (maio); Sexuali-dade e Deficiência (junho); Visibilidade Gorda (agosto); Refúgio e Migração (setembro) e Criminalização e Cárcere (outubro).

  • Sesc Pompeia - Rua Clélia, 93 - Pompéia, São Paulo
    (11) 3871-7700
    + Ver mapa
  • 04/11/2017 a 04/11/2017
  • 20h
  • Gratuita (retirada de ingresso com uma hora de antecedência/capacidade para 150 pessoas)
  • 18 anos
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