Soneto ao sorriso desconhecido

22 setembro 2017

Soneto ao sorriso desconhecido

Eis o espanto na ribalta dum sorriso
eram sossegos na simetria das luzes
na timidez hermética de um paraíso
libertou meus agouros das cruzes.

Eis o desconhecido encanto conciso
o sublime resvalado diante dos olhos
a entrega ao esquecimento contido
no alumbramento dos meus imbróglios.

Diante da epifânica paisagem dos lábios
a eloquência verve perdeu-se no ímpeto
do silêncio sagrado dos versos sábios.

E o âmago febril em seu ventre fecundo
executa o choro nas ruas de outono 
reverberando o sorriso que silenciou o mundo.

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